Deputado pernambucano compara Sada à JBS

Mesmo sendo processado por Vittorio Medioli por crime de calúnia, o deputado federal pastor Eurico (PHS-PE) elevou o tom das acusações contra o dirigente máximo do grupo Sada. Em entrevista de aproximadamente dez minutos de duração para uma emissora de rádio, o parlamentar pernambucano voltou a chamar as empresas do empresário e político mineiro de “a nova JBS do Brasil”. O parlamentar disse ainda que “não tem medo de processo” e que “Medioli só não está preso por crime de evasão de divisas porque se elegeu prefeito”.

Para o apresentador e os ouvintes da Rádio Folha, de Recife, Eurico explicou que está sendo processado no Supremo Tribunal Federal por Medioli. “Chamei e continuo chamando os negócios da Sada de “a nova JBS do Brasil”, afirmou. Segundo ele, o grupo mineiro “está eivado de muitas denúncias de corrupção e até denúncias de assassinatos, cartelismo e evasão de divisas”.

“A exemplo dos irmãos Batistas, que compraram muitos frigoríficos no País inteiro e passaram a dominar todo o mercado de carnes, a Sada faz a mesma coisa. A empresa mineira comprou várias empresas de transporte (de veículos novos) e hoje tem o monopólio do setor.”

Pastor Eurico, deputado federal

Sobre o processo, Eurico afirmou estar tranquilo. “Ele vai ter de provar que eu o caluniei. Temos provas de tudo.Tem processo que chega a dez mil páginas”. O deputado lembrou que Medioli já foi condenado por crime contra o sistema financeiro e é réu em ação penal, na qual responde a acusação de formação de cartel e de quadrilha.

“O senhor Medioli está com pena de cinco anos decretada por evasão de divisas e só não está preso porque é prefeito.”

Pastor Eurico, deputado federal

O parlamentar também revelou que tentaram cooptá-lo: “Já vieram aqui em Brasília, já me ofereceram muita coisa, já poderia ser chamado de rico. Não interessa. Não me alio à corrupção. Não me alio a cartéis. Não me alio à máfia.”

A respeito da luta dos cegonheiros pernambucanos contra o cartel que domina o transporte de veículos novos no País, ele disse que não irá desistir: “Nessa briga vou até o final. O cartel está proibindo os verdadeiros cegonheiros de transportar os carros da Fiat. Pernambuco precisa ser respeitado. Pernambuco não é o quintal desse pessoal.”

A reportagem de Livre Concorrência teve acesso à íntegra da gravação do programa.