Grupo brasileiro inverte tendência Mundial e compra empresa chinesa

O grupo Caoa comprou 50% da fabricante chinesa de veículos Chery no Brasil. O negócio foi firmado em 11 de novembro. Também foi anunciado investimento de R$ 6,56 bilhões nos próximos cinco anos nas operações da montadora no País, rebatizada Caoa Chery. O valor da transação não foi informado oficialmente, mas fontes indicam que teria envolvido US$ 60 milhões, o equivalente a R$ 196 milhões.

A perspectiva é alcançar 5% da participação do mercado nacional até 2022. A Chery, que em 2011 tinha cerca de 108 concessionárias no Brasil, opera atualmente com uma rede de somente 20 revendas. A Caoa soma 150 lojas. A Chery foi a primeira fabricante chinesa a se instalar no País. A marca conta com uma fábrica de veículos e motores localizada no Vale da Paraíba, na cidade de Jacareí (SP).

Em comunicado ao mercado, o presidente da Caoa, Mauro Correia, informou que a parceria com a Hyundai e com outras marcas não será afetada. O novo acordo vai possibilitar a introdução de novas tecnologias, além do desenvolvimento de novos produtos, afirmou o executivo.

Mais mudanças deverão ocorrer
Enquanto a Great Wall, braço da Wang Fengying, confirma nos Estados Unidos o interesse na aquisição da Jeep (fábrica em Goiana-PE), o executivo da Fiat Chrysler Automobiles, a FCA, Sergio Marchionne, luta para reduzir custos operacionais e de produção. Mas não fala sobre o alto valor que paga pelo transporte dos veículos atualmente a cargo do grupo Sada. Segundo dados revelados pelo Ministério Público Federal, a empresa mineira pratica preços superfaturados.

A Jeep de Pernambuco já nasceu atrelada ao cartel que controla o transporte de veículos novos no País. De acordo com o jornal norte-americano Automotive News, a Great quer se tornar o maior fabricante de utilitários esportivos, SUVs, em nível mundial, e a compra da Jeep faz parte da estratégia. A consultoria Morgan Stanley avaliou a Jeep em US$ 33,5 bilhões.