Pastor Eurico questiona integridade de Vittorio Medioli

O deputado federal Pastor Eurico (PHS-PE) voltou a denunciar o “movimento cartelista e mafioso” que controla o transporte de veículos novos no País. Mesmo respondendo a dois processos por calúnia no Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar pernambucano não se intimidou. Na última semana, ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados dois dias consecutivos, 9 e 10 de novembro, para contestar Vittorio Medioli, autor das ações. O político, empresário e desafeto de Eurico alega ser vítima de crime contra a honra.

Na quinta-feira (9), Pastor Eurico ironizou a tentativa do prefeito de Betim e principal executivo do grupo Sada de incriminá-lo pela prática do delito de calúnia. O parlamentar questionou a integridade de Medioli:

“Se ele é um homem digno e puro, é assim que ele se coloca, por que está condenado por evasão de divisas pela Justiça de Minas Gerais? Por que responde por formação de cartel e de quadrilha no setor de transporte de veículos novos na Comarca de São Bernardo do Campo (SP)? Por que a Sada foi expulsa de uma entidade que acabou sendo extinta por determinação da Justiça Federal de Porto Alegre?”

Chefe da máfia
Da mesma tribuna, Pastor Eurico já comparou a Sada ao grupo JBS e acusou Medioli de ser o “chefe de uma quadrilha”. Na última semana o desafiou:

“Já me defendi dos processos dele. Agora o estou chamando para responder sobre os processos que ele afirma não existir. São vários. Só um deles tem 10 mil páginas. Esse é um homem que diz ser santinho, que não fez nada de errado.”

Cem dias de mobilização
Na sexta-feira (10), Eurico também aproveitou para saudar os cegonheiros pernambucanos que estão mobilizados há mais de 100 dias na frente da fábrica da Fiat, em Goiana (PE). Ele apelou mais uma vez ao governador Paulo Câmara.

“Governador, como fica o programa Prodeauto? O senhor disse que cumpriria à risca todo o programa que foi traçado pelo governador Eduardo Campos.”

Só o cartel opera
Em seu discurso, o deputado pernambucano ressaltou que a Fiat
tem 95% de isenção fiscal por 20 anos. Para receber os incentivos, a montadora se comprometeu a cumprir contrapartidas sociais.

“No programa Prodeauto foi acertado que os transportes seriam com um bom percentual e com a segurança de Pernambuco. Mas até agora só o cartelismo funciona com os cegonheiros oriundos de Minas Gerais.”

Traição
E concluiu:

“A Fiat veio para Pernambuco para fazer a diferença e, lamentavelmente, nós estamos vendo algo diferente acontecendo, mas não pelo lado do bem, e sim
pelo lado do mal. Nós precisamos ser ouvidos, não admitimos essa traição para com os nobres cegonheiros que ali estão.”