Sinaceg descumpre decisão da Justiça e atua na greve dos cegonheiros da Volkswagen

A sede do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) foi o palco de reunião em que Aliberto Alves, ex-presidente da entidade, anunciou a interrupção dos transportes dos veículos produzidos nas três plantas da Volkswagen no Brasil.  O Sinaceg, estabelecido na cidade de São Bernardo do Campo, já foi condenado por formação de cartel. Alves também foi processado e condenado pelo mesmo crime. O ex-presidente do Sinaceg também é réu em ação penal movida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São Bernardo do Campo, acusado de formação de cartel e de quadrilha no mercado de transporte de veículos novos.

Na sentença que condenou o Sinaceg (ex-Sindicam), a determinação é clara quanto à atuação da entidade. E não se restringe às unidades da General Motors do Brasil, também condenada. No inciso “c”, o juiz federal Altair Gregorio determina ao Sindicam, que limite sua atuação aos Estados em que inexiste entidade representativa da categoria a ele filiada.

O magistrado também destacou:

“Fica vedada qualquer participação (da entidade) na contratação ou intermediação de transporte rodoviário perante a General Motors do Brasil ou qualquer outra montadora, seja na planta de Gravataí, seja com saída em outras plantas, inclusive nos decorrentes de importações, bem como participação na fixação de tabelas de preços de frete.”

A reportagem do site Livre Concorrência mandou mensagem pelo aplicativo Whatsapp para 292 cegonheiros filiados ao Sinaceg, com a seguinte indagação: “Verdade que o transporte na Volkswagen está parado?” Ao todo, 132 cegonheiros responderam “sim”.