Associados ao Sinaceg e cooptados pelo cartel fazem vigília em frente à Volks

Aos poucos, integrantes do Sindicato dos Cegonheiros de São Paulo (Sinaceg) mostram suas faces nos piquetes em frente aos portões da Volkswagen do Brasil. O bloqueio total do transporte dos veículos produzidos pela montadora já dura sete dias. Por determinação da Justiça Federal, o Sinaceg está proibido de participar de movimentos paredistas em montadoras de todo o País.

Enquanto o carro de som sob a responsabilidade de um sindicato  que congrega motoristas e cobradores de ônibus tenta intimar funcionários de transportadoras a aderir ao movimento, associados ao Sinaceg (ex-Sindicam) fazem vigília na montadora.

O portal Livre Concorrência publica fotos comprovando a participação de carreteiros da entidade paulista que se intitula nacional. O Sinaceg posiciona-se contra a intenção da Volkswagen de manter em curso o processo de BID (cotação de preços) visando à contratação de novos transportadores.

Na foto, integrantes do cartel que foram cooptados e que firmaram inclusive escritura pública com falsas afirmações para denegrir a imagem de empresários e empresas concorrentes.

Confira quem é quem no bloqueio total das fábricas da Volks no Brasil

6 de dezembro - sinaceg1

1 – O de camisa cor-de-rosa, à esquerda, é Ronaldo Marques da Silva Júnior. É filho do atual vice-presidente do Sinaceg, Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho.

2 – O segundo à esquerda, encostado na camioneta preta, de camisa azul, é Eduardo Alleman, cooptado pelo cartel. Ele firmou escritura pública com falsas afirmações envolvendo a Transportes Gabardo, a montadora Hyundai e a operadora de logística Glovis.

3 – O de cabelos grisalhos é Ricado Rosseti, cegonheiro empresário do Paraná, igualmente cooptado pelo cartel. O Sinaceg também tomou de assalto o sindicato dos cegonheiros daquele Estado.

4 – E o de camisa azul clara, de costas, abraçado a outra pessoa, é conhecido como Zé do Poste. José Cavalcante da Silva atuou na diretoria do Sinaceg na gestão anterior.