Cegonheiros empresários: MPF apura se transportadoras decidiram punir e intimidar a Volkswagen

O Ministério Público Federal (MPF) de São Bernardo do Campo (SP) anunciou por meio de nota que investigará o “locaute” (greve ilegal de patrões) deflagrado no município desde o dia 29 do mês passado. Os procuradores querem saber se o movimento  tem a nítida intenção de “punir” a Volkswagen do Brasil, “por estar planejando mudar de fornecedor de serviço de transporte de veículos novos”.

O MPF está com sua lupa voltada para os acontecimentos, segundo apurou o portal Livre Concorrência, antes mesmo do início da paralisação dos cegonheiros. Há uma espécie de acompanhamento branco desde que a Volkswagen abriu o processo denominado BID (cotação de preços). Na semana passada, no entanto, atenção especial foi dada a partir de boatos sobre o planejamento da paralisação.

MPF apura locautes no setor desde 2016
De acordo com o MPF, está em andamento um inquérito civil, instaurado no ano passado, que acompanha os locautes das empresas de transporte de veículos novos (cegonheiros) na Volkswagem. “O foco do procedimento é a defesa da concorrência”. A assessoria de Comunicação Social do órgão ministerial confirmou a notícia veiculada ontem pelo portal Livre Concorrência a respeito da notificação à montadora e ao Sinaceg”.

O movimento que bloqueou a montadora é comandado pelo Sindicato dos Rodoviários, que congrega motoristas e cobradores de ônibus, em nome do Sinaceg. A entidade está proibida pela Justiça Federal de promover manifestações em qualquer montadora do País, mas mantém associados mobilizados em frente aos portões da Volkswagen. O Sinaceg é considerado o braço político da organização criminosa que controla o setor, segundo relatório da Polícia Federal.