TJMG decide qual órgão julgará Medioli por crimes de formação de cartel e de quadrilha

O Portal Livre Concorrência errou ao publicar, em 21 de fevereiro, notícia sob o título “Vittorio Medioli volta ao banco dos réus para ser julgado por formação de cartel e de quadrilha”. No dia 28 de fevereiro, próxima quarta-feira, os desembargadores da 5ª Câmara Criminal e do órgão Especial irão decidir em qual seção o julgamento do atual prefeito de Betim ocorrerá. É a primeira fase da decisão sobre as duas ações penais oriundas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em São Bernardo do Campo (SP) que foram encaminhadas para Minas Gerais, tendo em vista o foro atribuído aos prefeitos.

Junto com outros réus, incluindo o executivo Gennaro Oddone, da Tegma Gestão Logística, Medioli é acusado de formação de cartel no setor de transporte de veículos novos e de formação de quadrilha. Uma das ações foi ajuizada em São Paulo no ano de 2012. Outra, datada de 2015, também de autoria do Gaeco, traz acusações mais pesadas, incluindo falsos documentais e lavagem de dinheiro. Outros réus são arrolados no extenso processo. Juntos, contabilizam mais de 30 volumes e 4 mil páginas.

Os crimes de Vittorio Medioli e outros réus, segundo o Gaeco
1 – Formação de cartel;
2 – Formação de quadrilha;
3 – Crimes de organização ou associação criminosa;
4 – Falsos documentais e tributários;
5 – Lavagem de dinheiro.

Além de prefeito de Betim e dono do grupo Sada, Vittorio Medioli assumiu recentemente o comando do Podemos-MG. Ele também acumula a função de coordenador político em Minas Gerais da campanha de Álvaro Dias para presidente da República.