TJMG ainda não decidiu qual câmara julgará Vittorio Medioli por formação de cartel e associação criminosa

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais ainda não decidiu em qual das câmaras criminais o proprietário do grupo Sada e atual prefeito de Betim, Vittorio Medioli, deverá ser julgado pelos crimes de que é acusado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O empresário e político mineiro que agora possui foro especial do TJ é um dos réus na ação movida por crimes de formação de cartel e associação criminosa. Mesmo coordenando a campanha do senador Álvaro Dias à presidência da República em Minas Gerais, Medioli também é apontado pela Polícia Federal como o chefe da organização criminosa que atua no setor de transporte de veículos novos.

Na ação penal oriunda de São Bernardo do Campo houve um conflito de competência negativo entre desembargadores de duas câmaras. A decisão estava na pauta do plenário do órgão especial para ser votada em 28 de fevereiro. Mas o desembargador Adilson Lamounier pediu a retirada de pauta. A assessoria de comunicação social do TJ de Minas Gerais informou que o desembargador não está obrigado a esclarecer os motivos pelos quais optou pela retirada do processo de pauta. Até agora não há qualquer previsão para a decisão.