Ex-presidente da Volkswagen é acusado de participação ativa no uso de software para burlar teste de emissão de gases

Procuradores federais da cidade de Detroit acusaram no início do mês Martin Winterkorn, ex-presidente executivo da Volkswagen, de conspiração para cometer fraude ambiental nos Estados Unidos. Ele responderá por violar a Lei do Ar Limpo entre 2006 e 2015 usando softwares ilícitos que permitiam que carros da montadora alemã emitissem poluentes acima do permitido sem que isso fosse detectado. O caso ficou conhecido por dieselgate. O ex-presidente renunciou ao cargo quando o escândalo de adulteração foi revelado em setembro de 2015.

No início das investigações, a montadora sugeriu que apenas funcionários de baixo escalão sabiam da fraude. Mas a acusação argumenta que Winterkorn foi informado sobre o caso em 2014 e que decidiu perpetuar o esquema e enganar os agentes de regulação dos Estados Unidos.

Fraude, obstrução de justiça e falso testemunho
No ano passado, a montadora fez um acordo de US$ 4,3 bilhões com o Departamento de Justiça em um processo em que se declarou culpada por fraude, obstrução de justiça e falso testemunho. A companhia também concordou em ser supervisionada por um ex-procurador-geral norte-americano durante três anos.

A Volkswagen configurou até 11 milhões de veículos no mundo todo para emitir até 40 vezes acima dos níveis permitidos de óxido de nitrogênio danoso, mas ocultava isso durante as revisões.

O ex-chefão da Volkswagen é o 9º executivo processado nos EUA – dois deles se declararam culpados e cumprem pena na prisão, enquanto outros seis estão na Alemanha e se encontram na mesma situação de Winterkorn.

Com informações da Agência Brasil