Em campanha para Presidência da República, Álvaro Dias e Vittorio Medioli vão a bloqueio de caminhoneiros e manifestam apoio à greve

Um dia depois de apoiar a greve dos caminhoneiros em uma postagem nas redes sociais e reforçar a suspeita de locaute na paralisação dos caminhoneiros, Vittorio Medioli aparece em outro vídeo gravado em um bloqueio na região Metropolitana de Belo Horizonte. Desta vez, o empresário e prefeito de Betim (MG), dono do grupo Sada, não está sozinho. Ele e o pré-candidato pelo Podemos à Presidência da República, Álvaro Dias, foram flagrados discursando para caminhoneiros fora da época eleitoral permitida pela legislação.

Medioli voltou a criticar o governo federal:

“Quem não tem condições de ficar na estrada e sustentar a família tem de dar o recado. Eles (o governo) têm que fazer uma política que atenda todo mundo.”

Um dos manifestantes chegou a pedir para Medioli instalar um banheiro químico no local:

“Prefeito, tem como fazer uma gentileza? Instalar um banheiro químico aqui. A gente tem que ir até no posto lá…”

O caminhoneiro foi interrompido por Dias, que anunciou apoio ao movimento e atacou o governo federal:

“O que revolta mais, por isso apoiamos vocês inteiramente, é que estão querendo tapar o buraco que abriram com o rombo da Petrobrás. Assaltaram a Petrobras e agora querem tapar esse buraco colocando a mão no bolso dos caminhoneiros. Não foram os caminhoneiros nem o povo brasileiro que roubou a Petrobras. Que se coloque na cadeia os que roubaram a Petrobras e que se respeite o povo praticando um preço que seja condizente com as possibilidades de quem está trabalhando.”

Medioli é o coordenador da campanha presidencial de Dias em Minas Gerais. O senador paranaense aliou-se ao empresário. Quando era governador do Paraná, Álvaro Dias até tentou enfrentar o cartel dos cegonheiros. As acusações de monopólio no transporte de veículos novos, invasão de base territorial e violência contra trabalhadores paranaenses foram esquecidas. Agora, Álvaro Dias chama Medioli, acusado de chefiar a associação criminosa que controla o setor, de “nosso líder”.