Apelação sobre condenação de Medioli por evasão de divisas completa três anos parada no TRF-1, em Brasília

As apelações à condenação de Vittorio Medioli por crime contra o sistema financeiro (evasão de divisas) completaram na segunda-feira (11) três anos de tramitação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com sede em Brasília, sem qualquer decisão. Acusação e defesa recorreram. O MPF defende o aumento da pena imposta na sentença de 1º Grau, fixada em cinco anos e cinco meses de reclusão, além do pagamento de 25 dias/multa, equivalendo, cada um, a 50% do salário mínimo.

Medioli, proprietário do grupo Sada e atual prefeito de Betim-MG, foi condenado pela juíza Rogéria Maria Castro Debelli, por envio de US$ 595 mil em 2002 e pela manutenção de US$ 995 mil em entidade financeira do exterior sem a devida comunicação aos órgãos fiscalizadores.

A sentença da Justiça Federal de Minas Gerais foi publicada em 15 de janeiro de 2015. “O motivo do crime foi o desiderato de omitir das autoridades fazendárias a existência de valores em depósito no exterior, portanto, subtraídos à fiscalização dos órgãos competentes do Estado, sobretudo quanto a sua origem”, destacou a magistrada.