Em nota, Sada esclarece que só trata com sindicatos de forma institucional

O grupo Sada, por meio de nota, desqualificou as denúncias e atacou o presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco (Sintraveic), José Milton de Freitas. O sindicalista, em depoimento prestado à Polícia Federal, acusou Vittorio Medioli, dono do grupo Sada, de pagar propina de R$ 10 milhões para regularizar situação de sindicato pernambucano no Ministério do Trabalho. A entidade que teria sido beneficiada com recursos ilegais é subordinada ao cartel dos cegonheiros. A venda de documentos oficiais por servidores e políticos ligados ao órgão da União está sendo investigada pela Polícia Federal, em operação chamada Registro Espúrio.

Em um texto longo e repleto de adjetivos, os representantes da Sada esclarecem:

“Lamentamos que denúncia caluniosa de um falso caminhoneiro, agora auto intitulado (sic) “delator”, tenha sido levada a sério por uma rede de televisão.”

O texto refere-se à reportagem veiculada em cadeia nacional pela Rede Record. Mais adiante, escrevem:

“As denúncias divulgadas que relacionam o Grupo Sada à compra de cartas sindicais são estapafúrdias, inconsequentes e até mesmo “impossíveis” de se encaixar na realidade, gerando revolta e indignação no conjunto de nossas empresas.”

Na resposta do conglomerado mineiro, Freitas é descrito como detrator contumaz do grupo:

“Ele se aproveita da clandestinidade para fugir de cinco processos de crimes contra a honra, todos movidos pelo Grupo Sada.”

A nota ressalta:

“O Grupo Sada esclarece que não teve, não tem e nunca terá interesse na “compra” de cartas sindicais, até porque elas não serveriam (sic) em nada ao grupo empresarial. Portanto, essa falsa denúncia, que vem à tona se aproveitando das boas intrenções (sic) da “Operação Registro Espúrio”, não possui qualquer sentido de utilidade prática ou econômica, totalmente falsa e injuriosa.”

Afirmam que a Sada é mais uma vítima:

“O Grupo Sada lamenta que centenas de concessões de cartas sindicais permitiram a formação de 1.200 sindicatos de caminhoneiros, alguns dominados por parlamentares que comprometem o setor em todo o Brasil.”

Sobre a venda de cartas sindicais:

“A quase totalidade dessas cartas sindicais acaba sendo uma arma politica a criminosos para arrecadar e até extorquir suas vitimas, dentre os quais o próprio Grupo Sada se inclui, fazendo coro à necessidade de uma profunda investigação e à imediata revogação de cartas espúrias que geram uma verdadeira balburdia no setor. “

E concluem:

“O Grupo Sada é justamente mais uma das vítimas desse esquema de extorsões. A qualquer interessado que pretenda compreender a fundo as práticas criminosas e os golpes que se praticam mediante uma fachada sindical, o Grupo Sada coloca à disposição farta documentação que acumulou para entender os tumultos que acontecem no setor em que aparece como o maior player do Brasil.”