Polícia encaminha ao TJMG diligências de inquérito que aponta Vittorio Medioli como chefe de associação criminosa

O Núcleo de Combate aos Crimes Praticados por Agentes Políticos Municipais com Foro de Prerrogativa de Função da Polícia Civil de Mina Gerais entregou nessa quarta-feira, 8,  ao Tribunal de Justiça do Estado (TJMG) as diligências solicitadas pelo desembargador Adilson Lamounier, da 5ª Câmara Criminal. Policiais especializados trabalharam durante cinco meses em inquérito da Polícia Federal que aponta Vittorio Medioli, proprietário do grupo Sada e atual prefeito de Betim, como o chefe da associação criminosa que controla o setor de transporte de veículos novos em todo o país. Outro inquérito que tramita no TJMG também retornou nesta semana da Polícia Civil mineira.

Em julho do ano passado, Lamounier já havia solicitado outras diligências à Delegacia Especializada em Investigações de Falsificações de Sonegação Fiscal e Crime Contra a Administração Pública. Na ocasião, o desembargador pediu que fossem ouvidas várias pessoas indiciadas. Também solicitou que fosse juntada aos autos a certidão de óbito de um dos acusados, já falecido.

Incêndios criminosos
Lamounier determinou a anexação de elementos de prova produzidos acerca de incêndios em caminhões-cegonha havidos entre setembro de 2009 e setembro de 2010, principalmente nos estados de Pernambuco, Bahia, Goiás e Santa Catarina. Ao final, o magistrado pediu à delegacia a oitiva de Vittorio Medioli, “apontado no relatório da autoridade policial (folhas 632/651) como suspeito de chefiar a quadrilha investigada”.

Formação de quadrilha
No segundo inquérito em tramitação do TJMG, Medioli – juntamente com Gennaro Oddone, um dos principais executivos da Tegma Gestão Logística e outros 10 executivos de transportadoras de veículos – é apontado como integrante de associação criminosa e acusado de formação de quadrilha pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Bernardo do Campo, São Paulo. Atitude semelhante a de Lamounier foi adotada pela desembargadora Denise Pinho da Costa Val, da 6ª Câmara Criminal. A magistrada encaminhou o extenso inquérito ao Superintendente de Investigações e Polícia Judiciária, Carlos Capistrano, solicitando parecer. O inquérito retornou na última segunda-feira e está concluso, aguardando a magistrada se manifestar.

MPF vai pedir execução provisória da pena
Na ação penal em que Medioli foi condenado, em janeiro de 2015 a 5 anos e 5 meses de reclusão por crime de evasão de divisas, a Procuradoria Regional da República com atuação em Brasília adiantou que irá pedir a execução provisória da pena. Isso ocorrerá no caso de o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) confirmar a sentença na apelação que tramita desde março de 2015, ainda sem previsão de julgamento.