Inquérito que apontou Vittorio Medioli como sendo chefe de associação criminosa está na Procuradoria-Geral de Justiça de MG

TRANSILVA - INCENDIO 02

Matéria modificada em 9 de fevereiro de 2022
Retratação: Vittorio Medioli não foi indiciado no inquérito policial 277/2010

A Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais recebeu nesta semana o inquérito da Polícia Federal que aponta Vittorio Medioli como o chefe da associação criminosa que controla o setor de transporte de veículos novos. A decisão foi do desembargador Adilson Lamounier, da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O órgão é responsável pelo processamento e julgamento do atual prefeito de Betim e proprietário do Grupo Sada. Não há prazo para que a chefia do Ministério Público encaminhe o parecer.

Medioli é tido pela Polícia Federal de ser o principal líder da associação criminosa que atua no setor de transporte de veículos zero-quilômetro. A peça da PF é datada de 2010 e chegou ao TJ mineiro por conta da prerrogativa de foro a que os prefeitos possuem. Seis pessoas foram indiciadas. Os crimes incluem incêndios criminosos em caminhões-cegonha de empresas concorrentes (foto de abertura) e o inquérito traz ainda delação de um cegonheiro que indica quem dava as ordens para a execução dos atos criminosos.

Em pelo menos duas oportunidades, o magistrado encaminhou a peça ao Núcleo de combate aos Crimes Praticados por Agentes Políticos Municipais com Foro de Prerrogativa de Funda e à Delegacia Especializada em Investigações de Falsificações de Sonegação Fiscal e Crime Contra Administração Pública, para diligências e oitiva, inclusive, e Vittorio Medioli.