Enquanto Polícia Civil analisa imagens do incêndio criminoso no RJ, bandidos voltam a atacar caminhões de transportadora

Enquanto a 100ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro dá início à análise das imagens de câmeras do circuito de segurança da empresa Transportes Gabardo, bandidos travestidos de cegonheiros voltam a atacar caminhões da transportadora gaúcha. O fato mais recente ocorreu na madrugada da última terça-feira, no estacionamento do posto Panterão, localizado na rodovia Régis Bitencourt, no município de São Lourenço da Serra (SP).

Por volta das 4h30min, segundo o boletim de ocorrência, dois caminhões-cegonha carregados com veículos da marca Hyundai foram atacados covardemente e tiveram parte da carga queimada. Motoristas e funcionários do posto conseguiram debelar as chamas. Um galão com gasolina foi deixado no local pelos criminososs. Os veículos saíram da fábrica da Hyundai em Piracicaba e se destinavam aos municípios catarinenses de Itajaí e Camboriú.

No estado carioca, a Polícia Civil aguarda o laudo da perícia realizada no pátio da filial da Transportes Gabardo, onde oito caminhões foram incendiados criminosamente na madrugada de segunda-feira (15). A informação foi divulgada ontem com exclusividade ao site Livre Concorrência pela Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Segurança do Estado. As gravações de imagens em análise podem conter elementos que levem à identificação dos criminosos que atearam fogo nos caminhões zeros-quilômetros. A investigação está a cargo do escrivão Wlamir Gomes dos Santos e do delegado Marcelo dos Santos Haddad. Os veículos, totalmente destruídos, estavam no pátio da transportadora de Porto Real (RJ), aguardando para serem encaminhados à rede de concessionárias Volkswagen.

A transportadora gaúcha está sendo alvo da ação de bandidos travestidos de cegonheiros desde o dia 8, quando iniciou o transporte dos veículos da marca Caoa-Chery produzidos  em Jacareí, interior paulista. O transporte, anteriormente à aquisição do controle acionário por parte da Caoa, era realizado por cegonheiros-empresários agregados às transportadoras Tegma Gestão Logística e Brazul Transporte de Veículos (de propriedade do grupo Sada, controlado pelo empresário e político Vittorio Medioli).

Descontentes com a nova sistemática colocada em prática pela montadora, que consagrou o princípio da livre concorrência assegurado pela Constituição Federal, o grupo de cegonheiros-empresários deu início a atos de protesto. Bloquearam o acesso à fábrica. Só permitiram a passagem depois de a transportadora gaúcha conseguir liminar determinando a desobstrução da via de acesso. Iniciou-se, a partir daí, uma série de atos violentos, culminando com depredação de veículos novos, além de ameaças a motoristas da nova empresa contratada.

Áudio comprometedor
Um áudio supostamente gravado por um bandido travestido de cegonheiro e disparado pelo WhatsApp chegou à redação do site Livre Concorrência. O material contém bravatas e afirmações sobre quebra-quebra de caminhões e depredação de cargas (veículos zeros- quilômetros). No entanto, em nome do jornalismo sério e ético desenvolvido por nossos profissionais, não estamos divulgando o seu conteúdo na íntegra porque a sua autenticidade ainda não foi comprovada.