Incendiários a serviço do cartel dos cegonheiros agora andam armados e trocam tiros com seguranças na Bahia

A série de atentados que a Transportes Gabardo vem sofrendo desde o dia 8 deste mês está levando motoristas a enfrentar uma rotina de terror e pânico em rodovias e postos de combustíveis, onde normalmente param à noite para dormir. Na madrugada do domingo (28), seguranças (foto de abertura) trocaram tiros com passageiros de dois automóveis. Um deles, um Gol verde, foi atingido, segundo relatos. Um novo incêndio de grandes proporções não chegou a ser consumado pela ação dos seguranças. Material inflamável foi apreendido. O episódio ocorreu no posto São Marcos em Vitória da Conquista (BA), onde 11 caminhões-cegonha da empresa gaúcha estavam estacionados para pernoite.

O ataque frustrado fez subir para dez o número de ações contra caminhões-cegonha da empresa que venceu um BID (cotação de preços) para o escoamento da produção dos veículos produzidos pela montadora Caoa-Chery, em Jacareí (SP). O transporte antes era feito por cegonheiros-empresários agregados às transportadoras Brazul (do grupo Sada) e Tegma, ambas acusadas de participação no chamado cartel dos cegonheiros.

O número de incêndios criminosos está em seis. Nesses episódios, 15 caminhões foram incendiados. Oito cavalos mecânicos e sete cegonhas carregadas de veículos novos. Outros seis caminhões tiveram os carros da marca Chery depredados com o emprego de miguelitos, paus e pedras. Soma-se ao quadro, três tentativas frustradas de incêndios criminosos.

Sindicalista reclama das autoridades
O presidente do Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO), Afonso Rodrigues de Carvalho, mais conhecido como Magayver, enviou ontem (29), pelo whastapp, reclamação a dezenas de autoridades. Segundo o líder sindical, na madrugada do dia 28, tentaram incendiar 11 carretas, todas de uma só vez, que estavam estacionadas num posto de combustível em Vitória da Conquista, Bahia. Ele afirmou:

“Como havia escolta armada, e os criminosos foram avistados, a ação foi abortada e houve, inclusive, troca de tiros, já que os bandidos estavam armados.”

Magayver reclamou a ausência “de uma atitude mais séria, por parte das autoridades, para que esses elementos sejam parados e identificados”.

Ele também pediu para que a Polícia realize vistoria nos caminhões-cegonha dos manifestantes estacionados nas proximidades da Chery:

“No primeiro dia, foram lançados miguelitos contra nossos caminhões. O mesmo vale para os veículos de passeio de propriedade de alguns cegonheiros do cartel. Se a Polícia quiser, certamente encontrará material ilícito no interior desses veículos.”

E concluiu:

“Espero que não aconteça nenhuma morte para que as autoridades comecem a agir.”