O site do senhor Sérgio Gabardo

Decidimos colocar definitivamente uma pá de cal nesse assunto. O site Livre Concorrência, sucessor do Anticartel, não é do senhor Sérgio Gabardo. Nunca foi e jamais o será. Nem da Gabardo, nem da Sada, nem da Tegma, nem da Transilva, nem do Sinaceg, tampouco do Sintrave-GO ou do Sintraveic-PE. Ao final, vamos dizer qual é o site do senhor Sérgio Gabardo. Antes, é preciso colocar as coisas nos seus devidos lugares.

O site Livre Concorrência possui uma equipe extremamente enxuta. São profissionais comprometidos com a publicação de fatos. Não defende a empresa Gabardo, conforme aludido por pseudos pais de família, que não passam de ban-di-dos a serviço do cartel dos cegonheiros. O site Livre Concorrência se dispôs, desde sempre, a empunhar de maneira intransigente a bandeira da livre concorrência, consagrada e garantida pela Constituição em seu capítulo destinado à Ordem Econômica.

Em 2016, publicamos uma série de notícias envolvendo a empresa capixaba Transilva, que conquistou por mérito próprio a logística e o transporte da totalidade dos veículos da Kia Motors. Nenhuma voz levantou-se para atribuir a propriedade do site à essa empresa que sofreu uma dúzia de atentados cometidos por ban-di-dos, não pais de família.

Pais de família não ateiam fogo em caminhões de colegas, não depredam caminhões de colegas, não jogam caminhões sobre veículos pequenos com a intenção de assassinar colegas, não furtam caminhões para jogá-los contra outros, não usam miguelitos – instrumentos empregados por assaltantes de bancos –  não atiram com arma de fogo contra colegas. Pais de família não atentam contra a vida, principalmente de colegas. Isso é obra de ban-di-do, e como tal deve ser tratada. Aqui no site Livre Concorrência, ban-di-do não tem voz. A voz dos ban-di-dos deve ser ouvida pela Polícia e pelo Judiciário, posteriormente.

Quem atribui a propriedade do site Livre Concorrência ao senhor Sérgio Gabardo ou a quem quer que seja é quem não possui argumentos. É quem preferiu fazer coro às mentiras lançadas pelo senhor Vittorio Medioli no depoimento que este deu ao Ministério Público Federal. Ao contrário do que apregoam esses ban-di-dos, o site Livre Concorrência não é mentiroso. A Justiça dos estados do RS, SP, MG e RJ já rechaçou ações dos líderes dessa associação criminosa em dezenas de processos. Mais do que isso, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) fixaram posição assegurando a inexistência de publicação de informações inverídicas neste site.

Aos ban-di-dos de plantão – pessoas bem distantes dos verdadeiros pais de família que labutam honestamente nas estradas – e que estão a contaminar desastrosamente a categoria, cabe ainda outro esclarecimento: o site Anticartel, que foi sucedido pelo Livre Concorrência, possuía em sua home page três banners: da Procuradoria Geral da República, da agência de notícias da Polícia Federal e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Tais banners institucionais foram devidamente autorizados, fundamentalmente porque essas três instituições, duas públicas e uma privada, atestaram a credibilidade das notícias veiculadas.

No projeto Livre Concorrência, esses banners não foram ainda disponibilizados por questões técnicas que até agora não solucionamos. Assim que isso for possível, vamos solicitar novas autorizações para a publicação dos banners. Certamente tendo como principal argumento a credibilidade e a seriedade do trabalho desenvolvido por nosso jornalismo.

Nossa credibilidade, como o único veículo no país a divulgar notícias denunciando práticas abusivas contra o mercado e os consumidores brasileiros é, sem dúvida, o maior incômodo a associações criminosas. E entre elas está o setor de transporte de veículos novos, que até o momento vem sendo conduzido com mãos de ferro por empresas e sindicatos, até que as autoridades adotem medidas coercitivas severas visando a sua ruína, em prol da livre concorrência efetiva. Não dá para esquecer que esse sistema causa um prejuízo de R$ 1,5 bilhão por ano aos consumidores de veículos zero quilômetro. Esse momento, tardiamente, está chegando.

Por fim, este é o site do senhor Sérgio Gabardo: www.transgabardo.com.br

Ivens Carús – Editor