Pela segunda vez consecutiva, Vittorio Medioli não comparece à audiência na Justiça gaúcha

O político e empresário Vittorio Medioli não compareceu à audiência dessa segunda-feira (17) no Juizado Especial Criminal do Foro do 4º Distrito de Porto Alegre, agendada pela Justiça gaúcha em 8 de outubro. Essa é segunda vez consecutiva que o proprietário do grupo Sada rejeita ficar frente a frente com o editor do site Livre Concorrência, jornalista Ivens Carús. Na primeira, em outra ação penal privada, que teve audiência em 5 de novembro, o Ministério Público pediu o arquivamento da queixa-crime movida pelo empresário contra o jornalista.

O juiz Márcio André Keppler Fraga ainda não decidiu qual rumo dará ao processo. Em novembro, o magistrado foi claro:

“Querendo ou não, ele (Vittorio Medioli) vai ter de vir de Betim para Porto Alegre.”

Tentativa de calar a imprensa
Na audiência dessa segunda-feira, a representante do Ministério Público chegou à conclusão, depois de ouvir o jornalista e o advogado dele, que as ações movidas contra o site Livre Concorrência são uma tentativa “de calar a imprensa”.

O advogado de Medioli justificou a ausência do autor das ações, apresentando ofício do governador eleito de Minas Gerais. Romeu Zema reuniu-se com cerca de 40 prefeitos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, inclusive com Vittorio Medioli, que em em 2016 elegeu-se prefeito de Betim.

Essa foi a primeira vez que o magistrado ouviu o editor do site Livre Concorrência. O juiz pediu informações para se inteirar melhor sobre o assunto, a fim de firmar convicção. Ele abriu prazo para que o jornalista relate os fatos e junte documentos comprobatórios.

Medioli, Edson Pereira (diretor comercial da Sada) e as empresas do político e empresário de Minas Gerais movem oito ações contra o editor do site: seis queixas-crimes e duas ações de indenização. Outra queixa-crime ajuizada em Betim (MG), por sugestão do Ministério Público, que pediu a rejeição do processo, está sendo enviada para a comarca de Porto Alegre. Desde 2004, Medioli não conseguiu provar que as publicações do site Livre Concorrência são falsas.