Crescem denúncias e ameaças contra Transportes Gabardo e Grupo Caoa

Empresas que decidiram lutar contra as violações à livre concorrência imposta pelo cartel dos cegonheiros enfrentam agora atos e ações de entidades estranhas ao setor de transporte de veículos novos. Em Brasília, uma obscura entidade chamada União de Defesa da Cidadania e Combate à Corrupção (UDCCC) decidiu contrariar a lógica e a matemática. No Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a organização denunciou por formação de cartel empresas que exploram apenas 6% do mercado de transporte de veículos novos, ignorando o consórcio clandestino de transportadoras que concentra 94% dos fretes. Em outro episódio, o presidente nacional da Força Sindical e da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Miguel Torres, fez ameaças à Transportadora Gabardo e ao Grupo Caoa.

Em um vídeo de aproximadamente um minuto de duração, o dirigente sindical promete colocar metalúrgicos e sindicatos vinculados à Força Sindical contra o Grupo Caoa e a Transportes Gabardo, caso essas empresas não negociem acordo coletivo com cegonheiros de Goiás. Em tom intimidatório, ele falou:

“Quero deixar aqui um recado a essas empresas. Ou vocês vão negociar ou todos os sindicatos da Força Sindical vão entrar nessa campanha junto com os cegonheiros de Goiás.”

Ele também ameaçou agir em fábricas atendidas pela Gabardo em outros estados:

“Se a Caoa e a Gabardo não cederem, com certeza, os metalúrgicos do Brasil todo e os sindicatos da Força Sindical, vão entrar nessa luta, inclusive nas plantas de outros estados que também tem cegonheiros da Gabardo.”

A mensagem, distribuída pelas redes sociais, é dirigida aos cegonheiros de Goiás, em especial ao presidente do Sindicato dos Motoristas Cegonheiros de Goiás, Wagner Oliveira Borges Guaraná. Essa entidade é um dos braços sindicais controlados pelo cartel dos cegonheiros, formado, em sua maioria, por empresas e sindicatos de São Paulo e Minas Gerais.