Gigantismo de grupos econômicos prejudica competição e equilíbrio de mercados

Se desestabiliza qualquer mercado competitivo e equilibrado lá nos Estados Unidos ou no Reino Unido, certamente também compromete a livre concorrência aqui. O gigantismo de algumas empresas, sejam elas de tecnologia da informação ou do setor de transporte de veículos novos, fragiliza a livre iniciativa e expõe os consumidores finais ao controle e à ganância de grandes grupos.

Nos Estados Unidos, a senadora norte-americana Elizabeth Warren (foto de abertura), que concorre à nomeação do Partido Democrata para disputar a Presidência daquele país, diz que, se eleita, pretende acabar com o monopólio do Facebook, do Google e da Amazon.

Segundo ela, essas empresas cresceram excessivamente e se tornaram demasiado poderosas. Esse gigantismo, explica a pré-candidata, decorre da aquisição de rivais com potencial de crescimento e práticas anticompetitivas. Uma das medidas da senadora para reverter esse quadro é a designação de autoridades federais para reverter fusões e aquisições já ocorridas.

Reino Unido
No Reino Unido, estuda-se a edição de novas normas e a criação de novos arranjos institucionais. O objetivo é instituir um novo regulador com capacidade de desenvolver um código de conduta para impedir que empresas poderosas criem barreiras para rivais menores.

As preocupações acima referem-se especificamente ao mercado de tecnologia da informação. Entretanto, no que diz respeito à revisão de fusões e aquisições e à eliminação de barreiras impostas a operadores menores, as propostas seriam muito bem-vindas se aplicadas no mercado de transporte de veículos novos no Brasil, no qual dois grandes grupos econômicos concentram quase 94% dos fretes, cobrando um preço escorchante e artificialmente fixado.