Mesmo cobrando 25% menos, operadoras independentes faturam 3,82% do total gasto por montadoras para transportar veículos novos

Mesmo cobrando menos e oferecendo serviço de qualidade igual ou superior à média das empresas que operam no setor, transportadoras independentes faturam apenas 3,82% do total gasto por montadoras para transportar veículos novos até as concessionárias. A maior fatia desse montante é entregue a operadoras do cartel dos cegonheiros, cujos preços, segundo o Ministério Público Federal, são 25% mais caros do que os praticados no mercado balizado pela livre concorrência.

Do total de quase R$ 4 bilhões destinado a fretes nos seis primeiros meses deste ano, 96,18%, ou R$ 3,761 bilhões, foram transferidos do bolso do consumidor para grupos econômicos que controlam com mão de ferro as cargas do setor. Desse montante, quase R$ 1 bilhão refere-se ao ágio praticado no segmento pelas maiores transportadoras do país.

Ágio é 629,3% superior ao total faturado por transportadoras independentes
O desequilíbrio verificado no setor é gritante. Só o ágio cobrado pelo cartel é 629,3% maior que todo o faturamento das transportadoras independentes no período.

Ainda assim, as montadoras preferem manter os atuais prestadores de serviços. O prejuízo, claro, é integralmente repassado aos consumidores.