Pedido para revisar aquisições de empresas norte-americanas pela JBS foi encaminhado ao governo do presidente Donald Trump

Dois senadores norte-americanos querem que o governo do presidente Donald Trump investigue as aquisições feitas pela JBS naquele país. Em documento encaminhado à Secretaria do Tesouro, Marco Rubio (Republicano) e Robert Menendez (Democrata) exigem a revisão das aquisições feitas pela JBS nos Estados Unidos. A legislação americana prevê sanções a companhias que cometam atos de corrupção no exterior.

A dupla alerta para os casos de corrupção no Brasil e na Venezuela envolvendo o grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Na lista de aquisições suspeitas entre 2007 e 2015 figuram as empresas Swift, Smithfied Foods, Pilgrim’s Pride e o braço de suínos da Cargill no país.

Marco Ruboi (foto de abertura), que foi pré-candidato a presidente dos Estados Unidos nas últimas eleições argumenta:

“Tememos que a JBS tenha usado o financiamento ilegal que recebeu do BNDES, que somou mais de 1,3 bilhão de dólares, para comprar empresas americanas.”

A JBS defende-se dizendo ter “cooperado totalmente com as autoridades americanas, (atuando) sempre de maneira transparente em relação aos eventos passados no Brasil”. Também destaca que está aberta a eventuais novos questionamentos.

Sada e JBS
O escândalo decorrente do monopólio e do esquema bilionário de pagamento de propinas a parlamentares, partidos políticos e autoridades públicas por parte de executivos do maior frigorífico do Brasil levou o deputado federal Pastor Eurico (Patriota-PE) a comparar a JBS às empresas de Vittorio Medioli, prefeito de Betim (MG) e dono do grupo Sada. Medioli e executivos das empresas do império mineiro que se formou a partir da cartelização do transporte de veículos novos no Brasil já foram investigados e agora são réus em ações na Justiça que apuram crimes contra a economia popular praticados no setor e até contra a paz pública.

A denúncia proferida da tribuna da Câmara dos Deputados rendeu ao parlamentar eleito pelo estado de Pernambuco um série de ações. Medioli acusou Pastor Eurico de ter praticado delito de calúnia. Todas as queixas-crimes contra Pastor Eurico foram rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra Rosa Weber arquivou os pedidos por entender que as declarações, tidas por ofensivas pelos advogados de Medioli, estão amparadas pela imunidade parlamentar”.