Força-tarefa quer identificar pessoas físicas responsáveis pela operacionalização do cartel dos cegonheiros

A Polícia Federal informou que a partir de todos os documentos apreendidos, incluindo mídias eletrônicas, os trabalhos de investigação serão intensificados e pormenorizados. A meta agora é identificar com precisão quais as pessoas físicas tiveram participação efetiva no exercício das atividades ilícitas do cartel dos cegonheiros.

Pelo menos 30 pessoas estão na lista dos policiais federais, dos integrantes do Gaeco e dos servidores do Cade que estão atuando na força-tarefa. Concluída a investigação, será iniciado o ajuizamento de ação penal para responsabilizar os eventuais culpados.

Sindicato capixaba é o pivô
Segundo a força-tarefa, o sindicato dos cegonheiros do Espírito Santo é o pivô das investigações. Para policiais federais, Cade e Gaeco, integrantes da entidade usavam vários artifícios para impedir o trabalho de empresas concorrentes e utilizavam outros expedientes mais violentos, a exemplo de manifestações, para dar amparo às ações da associação criminosa. Documento firmado pelo sindicato também deu origem ao inquérito administrativo em andamento no Cade.

Investigadores atribuíram a integrantes do sindicato do Espírito Santo ações em portas de montadoras que esboçavam a intenção de contratar novos transportadores não vinculados ao sistema do cartel. As montadoras são forçadas a manter essas empresas como contratadas, sob pena de sofrerem represálias, a exemplo de manifestações violentas, greves, piquetes e até incêndios em caminhões-cegonha. Ninguém falou sobre possível participação de outros sindicatos de cegonheiros.