Sinaceg decide arrecadar R$ 7,4 milhões dos associados para pagar prejuízo de 25 caminhões-cegonha incendiados criminosamente por rixa interna

O Sindicato dos Cegonheiros de São Paulo (Sinaceg) – já condenado por formação de cartel e considerado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como o braço político e operacional da organização criminosa que controla com mãos de ferro o setor de transporte de veículos – decidiu assumir os prejuízos decorrentes de  incêndios criminosos que destruíram 25 caminhões-cegonha e 85 veículos novos na última semana de fevereiro deste ano. A entidade assumiu a responsabilidade de arrecadar R$ 7,4 milhões de 3.700 frotas, as quais irão contribuir com R$ 2 mil cada uma, segundo informa oficialmente. A decisão ocorreu com a participação de aproximadamente 400 cegonheiros-empresários no dia 11 deste mês, no restaurante Pingus. Especula-se que o ataque tenha sido motivado por rixa interna (confira aqui). As investigações sobre os atos criminosos seguem a cargo do 8º Distrito Policial com sede em São Bernardo do Campo

Questionado pelo site Livre Concorrência, a diretoria da entidade explicou em nota:

“A pedido de diversos associados, o Sinaceg convocou assembléia extraordinária na qual foram discutidas as consequências financeiras decorrentes dos incêndios em 25 (vinte e cinco) conjuntos (caminhão e carreta) ocorridos nas últimas semanas. Colocou-se em discussão a possibilidade de rateio dos prejuízos materiais sofridos entre todos os associados.”

E acrescentou:

“Após diversos esclarecimentos e profundo debate entre os associados, foi aprovado por mais de 95% dos mais de 400 (quatrocentos) presentes, que estes prejuízos serão suportados através de rateio por todos os associados, como forma de minimizar as consequências que, até então, recaíram somente entre os que tiveram seu patrimônio queimado. Os valores do referido rateio ainda estão sendo apurados detalhadamente e o valor de R$ 2.000,00 apontado trata-se de uma estimativa máxima do rateio.”

O prejuízo ressarcido pelo Sinaceg refere-se apenas ao conjunto caminhão e carreta. Os automóveis queimados nos incêndios estão cobertos por seguradoras contratadas pelas montadoras ou transportadoras. As perdas, claro, serão repassadas aos consumidores no futuro.

Atentados violentos
Em outra nota oficial veiculada no site da entidade logo após os ataques, o Sinaceg classificou a ação de incendiários contra caminhões-cegonha de seus associados como “atentados violentos”. De acordo com a manifestação sindical, os incêndios criminosos consumiram 25 conjuntos dos associados. A entidade também informou ter conhecimento de que as autoridades competentes “estão tomando providências para elucidar estes fatos e identificar os criminosos”.

O site Livre Concorrência não conseguiu encontrar na página do Sinaceg na internet, a convocação para a assembléia extraordinária, nem sequer o resultado da reunião com os mais de 400 associados.