Montatoras suspendem produção para tentar conter avanço do novo coronavírus

Era inevitável. A única dúvida dizia respeito à data em que a indústria automobilística se juntaria à quarentena imposta a todo o país para evitar a disseminação da Covid-19. A partir desta segunda-feira (23), 14 marcas que administram 35 fábricas de automóveis e de motores fecham temporariamente as linhas de montagem por períodos que variam de três semanas a um mês. Algumas já tinham interrompido a produção na semana anterior. O Estadão informou que a medida atingirá mais de 100 mil trabalhadores da indústria nesse primeiro momento.

O jornal também revela que a maioria dos operários entrará em férias coletivas ou terá banco de horas para futura compensação, enquanto o pessoal administrativo trabalhará de casa.

A paralisação das montadoras terá grande reflexo nos prestadores de serviços e nos fornecedores de peças e matéria-prima, mas ainda é impossível estimar os prejuízos causados pela pandemia. Sabe-se apenas que o fechamento das linhas de montagem era a decisão mais responsável a se adotar a fim evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Entidades silenciam
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), tida como a maior entidade representativa das montadoras, não divulgou nenhum comunicado a respeito do assunto. O mesmo ocorreu com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), uma espécie de dissidência da Anfavea.