Efeito Covid-19: distanciamento social derruba vendas de veículos e fábricas adiam retomada da produção

O chamado efeito dominó ou cascata, fruto do distanciamento social determinado pelas autoridades por conta da pandemia do Coronavírus, atinge praticamente todos os segmentos da economia. As fábricas de veículos sediadas no país e uma enorme rede de concessionárias também estão sofrendo com os efeitos da covid-19. A retração econômica se espraia por toda a cadeia produtiva. A venda de veículos zero-quilômetro, segundo a Anfavea, caiu quase 90% nos último dias de março. O mesmo acontece com a venda de veículos importados. De acordo com a Abeiva, o setor apresentou queda de 21,9% no mês de março. Até o fechamento dessa edição, o Brasil confirmara mais de 1,5 mil mortes por causa da covid-19, além de 25.262 casos da doença confirmados.

Esta semana, montadoras como a General Motors (condenada por participação no cartel dos cegonheiros) e a Toyota anunciaram a prorrogação da suspensão das atividades até o final de maio. Deverão, a princípio, voltar a operar as linhas de produção em junho. O sistema layoff já foi adotado também por outras fábricas de automóveis e vários outros segmentos.

Carteis faturam menos
Por conta disso, os cartéis instalados no país também passaram a faturar menos. Não há cálculo do volume desse prejuízo em setores carteilizados. No de transporte de veículos novos, o acréscimo por falta de concorrência está calculado em 40% pela Polícia Federal, Gaeco e Cade. A cada ano, os compradores de carros novos pagam cerca de R$ 2 bilhões a mais num espaço de 365 dias.