Revista Época: Justiça mantém condenação de Vittorio Medioli por remessa ilegal ao exterior

Dono do grupo Sada e prefeito de Betim teve condenação confirmada em 2ª Instância a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto.

Quarenta e nove dias depois de a 4ª Turma do Tribunal Federal da 1ª Região (TRF-1) manter a condenação do político e empresário Vittorio Medioli por crime contra o sistema financeiro nacional, o site da revista Época divulga o resultado do julgamento finalizado em 16 de dezembro do ano passado.

Em 3 de fevereiro, o jornalista Guilherme Amado escreveu no site da revista:

O TRF-1 confirmou nesta terça-feira a condenação de Vittorio Medioli, ex-deputado federal, empresário e prefeito de Betim, em Minas Gerais, por remessa ilegal de dinheiro ao exterior.

O jornalista esperou a publicação do acórdão para divulgar a condenação em 2ª Instância do dono do grupo Sada. Além de colunista da Época e da rádio CBN, Amado é membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Reprodução do site da Época

O julgamento
Em dezembro, os desembargadores Olindo Menezes (relator) e Pablo Zuniga (revisor) confirmaram a condenação de Vittorio Medioli por evasão de divisas e manutenção de depósito no exterior sem informar à Receita Federal. O juiz federal convocado Leão Aparecido Alves manifestou-se pela absolvição do réu.

Na ocasião, o relator justificou o voto:

Pela narrativa da denúncia, a autoria e a materialidade estão comprovadas, não havendo dúvidas, diante da prova, de que o acusado cometeu as condutas descritas: evasão de divisas e manutenção no exterior de depósitos não declarados à Receita Federal. Valores foram transferidos e mantidos em conta do Banco HSBC, na Suíça, em que o apelante [Vittorio Medioli] figura como beneficiário.

Desembargador Olindo Menezes, relator

Ele concluiu:

A defesa sinalizou para uma negativa de autoria, mas ele próprio [Vittorio Medioli] reconhece ser o beneficiário da conta e trouxe o dinheiro para cá e pagou imposto. Não tem espaço para negativa de autoria, na minha avaliação.

Desembargador Olindo Menezes, relator

Os fatos foram apurados durante as investigações da Operação Farol da Colina. Na sexta-feira (5), Medioli entrou com embargos de declaração no TRF-1.