Depois do filho Richard, Carvalho também é obrigado pela Justiça a apagar postagens ofensivas contra empresário gaúcho

A terceira decisão judicial refere-se à ânsia de Carvalho de enxovalhar a honra de Sérgio Gabardo após desentendimento entre os dois. Assim como o filho, ele também está impedido de postar novas mensagens.

Cinco dias depois de o juiz Sandro Antônio da Silva, da 3ª Vara Cível da comarca de Canoas (RS), determinar que o réu Richard Deken de Carvalho apagasse das redes sociais postagens ofensivas e difamatórias à honra do empresário gaúcho Sérgio Gabardo, em nova ação, o mesmo magistrado praticamente estendeu os efeitos da sentença anterior, em caráter liminar, a Afonso Rodrigues de Carvalho (foto de abertura) – pai de Richard. O sindicalista [pai], que há pouco abandonou a luta de décadas contra o cartel dos cegonheiros, recentemente firmou acordo (que aguarda homologação judicial) com Vittorio Medioli e passou a negar os crimes praticados pelo chamado cartel dos cegonheiros e a atacar o empresário gaúcho dono das Transportes Gabardo – onde trabalhou por mais de 20 anos. Medioli é apontado pela Polícia Federal como o chefe da organização criminosa que controla o setor, além de ser réu em ação penal na qual Carvalho é testemunha do Ministério Público em São Paulo.

Na segunda-feira (12), o magistrado sentenciou:

“Isso posto, defiro a tutela de urgência para determinar
que o réu apague as postagens e comentários denunciados pelo autor nesta ação, no prazo de um dia, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, até o limite de 30 dias.”

Caso a decisão não seja cumprida em quaisquer redes sociais ou meios de comunicação usados pelo réu, para novos comentários, este deverá pagar multa de R$1.000,00 por evento, até o limite de R$ 50.000,00.

Em vídeo e mensagens de texto analisados pelo magistrado, Carvalho acusa a Transportadora Gabardo de ostentar um dos menores índices de avarias no transporte de veículos novos porque obriga os motoristas a arcar com o valor do conserto de eventuais avarias ocorridas no transporte, sem acionar o seguro das montadoras, tampouco as comunica.

Os veículos, de acordo com o réu, acabam sendo recebidos como novos pelos consumidores – que ignoram consertos, trocas de peças, inclusive pneus. Tudo ocorre sem o conhecimento das fábricas, concessionárias e do consumidor.

O autor da ação sustenta que Carvalho “fez publicações difamatórias, injuriosas e inverídicas, denigridora da imagem dele [Gabardo] e da Transportadora Gabardo”.

O juiz arremata:

“Atinente ao perigo de dano, consigno que “o mundo da internet” perpetua e propaga, sobremaneira, as informações que nele circulam, especialmente nas redes sociais e aplicativos famosos, como o Youtube e o Whatsapp. Tratando-se de conteúdos muito possivelmente inconstitucionais/ilegais, é razoável que o Judiciário tome medidas acauteladoras urgentes, visando a evitar ou minimizar danos ao postulante.”

No dia 31 de março, a juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, do 3ª Juizado Especial Cível de Anápolis, já havia determinado a Richard Carvalho, apagasse mensagens também ofensivas. A ação foi movida por Jairo Gabardo, irmão do empresário Sérgio Gabardo, e gerente de frota da filial da Transportes Gabardo em Anápolis (GO). O prazo dado pela magistrada foi de dois dias, sob pena de pagamento de multa equivalente a R$ 1 mil. Em caso de novas postagens, o valor da multa será de R$ 300 para cada publicação “realizada em desconformidade com a presente decisão”.