Autoridades chilenas estão no encalço de carros-fortes por suspeita de cartel, informa revista Veja

Órgão antitruste do Chile pediu a condenação das transportadoras Prosegur, Brink’s e Loomis por suposta formação de cartel. As empresas são investigadas por combinar preços e serviços entre os anos de 2017 e 2018.

No Chile, a ex-diretora comercial da Brink’s, Marcela Ferrada Culaciati, revelou negociações de suposto cartel investigado pelo Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) daquele país. Ela firmou acordo de delação premiada em outubro de 2018. A apuração sobre o esquema levou o órgão antitruste chileno a pedir nesta semana a condenação das transportadoras de valores Prosegur, Brinks e Loomis, por combinação de preços e serviços entre os anos de 2017 e 2018. A multa prevista é de 64 milhões de dólares. A informação foi publicada no site da revista Veja, sob o título Autoridades estão no encalço de carros-fortes por suspeita de cartel.

A reportagem informou:

“Importante lembrar que, em dezembro de 2020, a Superintendência-Geral do Cade brasileiro instaurou um inquérito administrativo para apurar um esquema semelhante no país entre empresas como Brink’s e Prosegur, e as investigações estão em andamento. Na Espanha, Prosegur e Loomis foram condenadas por cartel em 2016 e tiveram de pagar uma multa de 46.4 milhões de euros.”

Contraponto
As empresas envolvidas se manifestaram por meio de notas:

O grupo Brink’s declarou seguir “reconhecidas práticas de governança corporativa e transparência”. E acrescentou:

“A unidade de negócios da empresa no Chile analisa o requerimento apresentado pelo órgão que regula a concorrência de mercados naquele país”.

À revista Veja, a Prosegur assegurou que colabora com o Cade chileno desde o início da investigação:

“O direito de defesa junto ao TDLC teve início somente após o requerimento da FNE e, dentro do prazo estabelecido, a empresa apresentará sua defesa em cumprimento à legislação chilena. Independentemente do requerimento, é importante destacar que o fato não pressupõe que existia responsabilidade ou participação da empresa nas ações imputadas.”

Sobre o processo no Brasil, a companhia esclareceu que já apresentou defesa:

“Vale destacar que as alegações contidas na representação são temas já enfrentados anteriormente pelo Cade nos últimos processos de aprovação de aquisição de empresas submetidos ao próprio órgão e vieram desacompanhadas de qualquer documentação que as comprovasse, razão pela qual, inclusive, a empresa está confiante no breve arquivamento do referido procedimento.”

A Loomis não se manifestou.