Grupo Sada ataca o editor do site e não explica participação no rateio das despesas do movimento a favor do cartel

Em nome de Vittorio Medioli, advogado de empresas investigadas pela Operação Pacto diz não reconhecer o editor do site Livre Concorrência como jornalista. Tampouco esclarece o envolvimento das empresa do grupo Sada no financiamento de greve para perpetuar ação do cartel dos cegonheiros no setor de transporte de veículos novos.

Sobre o conteúdo de documentos apreendidos pela Polícia Federal na sede da transportadora Brazul, de propriedade do político e empresário Vittorio Medioli (foto de abertura, da Operação Pacto), o diretor jurídico do grupo Sada, Leonardo Guimarães Pereira, respondeu ao site Livre Concorrência por meio de e-mail:

“Em resposta à mensagem enviada ao Sr. Vittorio Medioli nesta segunda – 24/01, o Grupo Sada informa que não o reconhece como jornalista, senão como um preposto financiado pela Transportes Gabardo para veicular, agora no site Livre Concorrência, reiteradas matérias pejorativas contra o Grupo Sada, seu fundador e as empresas que o compõem.”

Ele acrescentou:

“Por essa razão, o Grupo Sada não responderá quaisquer de suas indagações, até por saber, de antemão, que elas se prestarão apenas a alimentar matérias distorcidas destinadas, uma vez mais, à tentativa de macular a sua imagem.”

E concluiu:

“Ademais disso, e em respeito aos órgãos públicos envolvidos e seus representantes, O Grupo Sada jamais comentará investigações ou processos em andamento, limitando-se, quanto a eles, a se manifestar nos autos, se e quando for o caso.”

Para finalizar, o advogado voltou a ameaçar o jornalista:

“O grupo Sada esclarece que vem buscando em Juízo os direitos que vossa senhoria [jornalista Ivens Carús] desrespeita írrita e sistematicamente.”

Operações perigosas
Além dos repasses ao Sinaceg, o e-mail apreendido pelo Polícia Federal denuncia outras operações financeiras do cartel dos cegonheiros que ainda precisam ser esclarecidas. O que mais chama a atenção é a rubrica “segurança em geral (civil, militar, outros)”, cujos valores somam R$ 144,7 mil, dos quais R$ 55 mil teriam se destinado à Polícia Civil. Gastos com escolta contabilizaram R$ 341,3 mil. Tem ainda R$ 5,1 mil ao lado da inscrição Polícia Rodoviária Federal.

Sobre jornalistas, o material apreendido também revela repasse de R$ 12,3 mil a jornalista e a contratação de uma escavadeira por R$ 4 mil. Veja abaixo reproduções do e-mail apreendido pela Polícia Federal na sede da Brazul Transporte de Veículos, empresa do grupo Sada:

Folha 1.897

Folha 1.896