Consumidores pagaram ágio superior a R$ 3,4 bilhões ao cartel dos cegonheiros em 2021

Conluio entre transportadoras e sindicatos de cegonheiros – já comprovado pela Polícia Federal, Gaeco e Cade – faturou mais de R$ 8,6 bilhões em frete de veículos zero-quilômetro ao longo do último ano. Os prejuízos aos compradores de automóveis e comerciais leves, por conta do ágio de até 40%, chegaram aos R$ 3,4 bilhões e atingiu 1.782.366 do total de 1.958.405 unidades vendidas no mercado interno.

O chamado cartel dos cegonheiros, controlado por grandes transportadoras de veículos e a maioria absoluta de sindicatos de cegonheiros espalhados pelo país, continua impondo prejuízo aos compradores da indústria automobilística nacional. Enquanto isso, as chamadas transportadoras independentes não conseguem superar a modesta participação de 9% do mercado. O conluio em atuação há décadas no Brasil abocanhou nada menos do que 91% do transporte dos veículos comercializados em 2021, o que lhes rendeu um faturamento de R$ 8,6 bilhões.

Os compradores de veículos das marcas Fiat-Chrysler-Jeep – amargaram a maior perda. Dos 581.800 veículos comercializados no último ano, R$ 901,7 milhões foram pagos a título de ágio, enquanto as transportadoras responsáveis pelo escoamento da produção dessas marcas, faturaram R$ 2,2 bilhões. Só o valor pago a mais pelos consumidores significa quase o dobro do faturamento das transportadoras chamadas independentes, as que não participam do cartel dos cegonheiros.


Já o segundo lugar em termos de vendas e participação no ágio fica com a Volkswagen. As 305.815 unidades comercializadas durante os 12 meses de 2021 renderam a título de frete ao cartel dos cegonheiros, R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 547,4 milhões foram de ágio pago pelos compradores da marca. A Volkswagen chegou a denunciar o cartel em juízo, afirmando que transportadoras dos grupos Sada e Tegma, aliados a sindicatos, estavam impedindo a montadora de buscar melhor qualificação técnica e preços mais baixos, durante greve ocorrida em dezembro de 2017. Logo em seguida, no entanto, firmou acordo com os fornecedores responsáveis pela greve.

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Já o segundo lugar em termos de vendas e participação no ágio fica com a Volkswagen. As 305.815 unidades comercializadas durante os 12 meses de 2021 renderam a título de frete ao cartel dos cegonheiros, R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 547,4 milhões foram de ágio pago pelos compradores da marca. A Volkswagen chegou a denunciar o cartel em juízo, afirmando que transportadoras dos grupos Sada e Tegma, aliados a sindicatos, estavam impedindo a montadora de buscar melhor qualificação técnica e preços mais baixos, durante greve ocorrida em dezembro de 2017. Logo em seguida, no entanto, firmou acordo com os fornecedores responsáveis pela greve.

Mesmo condenada em segunda instância por participação no cartel no setor de transporte de veículos novos, em ação movida pelo Ministério Público Federal, a General Motors do Brasil mantém o mesmo sistema para escoar sua produção. No ano de 2021, o cartel dos cegonheiros faturou R$ 1,1 bilhão para transportar os 242.108 veículos vendidos pela montadora no mercado nacional. Desse total, os compradores da marca pagaram o equivalente a R$ 467,3 milhões de ágio.

Equação
O site Livre Concorrência utiliza, para chegar aos números divulgados, a equação montada pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, utilizado na Ação Civil Pública que condenou General Motors do Brasil, Luiz Moan Yabiku Júnior (ex-diretor da montadora), Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos, ANTV e Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), todos por formação de cartel no setor de transporte de veículos novos. Nos autos, o MPF afirma que o custo do frete, embutido no valor final repassado aos consumidores, é equivalente a 4%. Desse valor, anteriormente eram atribuídos 25% a título de ágio por conta da falta de concorrência. Em 2019, no entanto, Polícia Federal, Gaeco e Cade, ao deflagrarem a Operação Pacto, afirmaram que o ágio pode chegar a 40% do valor cobrado pelo frete. O número de automóveis e comerciais leves utilizado pelo site Livre Concorrência para o cálculo divulgado na tabela é extraído dos dados oficiais apresentados pela Fanabrave.

Mesmo condenada em segunda instância por participação no cartel no setor de transporte de veículos novos, em ação movida pelo Ministério Público Federal, a General Motors do Brasil mantém o mesmo sistema para escoar sua produção. No ano de 2021, o cartel dos cegonheiros faturou R$ 1,1 bilhão para transportar os 242.108 veículos vendidos pela montadora no mercado nacional. Desse total, os compradores da marca pagaram o equivalente a R$ 467,3 milhões de ágio.

Equação
O site Livre Concorrência utiliza, para chegar aos números divulgados, a equação montada pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul, utilizado na Ação Civil Pública que condenou General Motors do Brasil, Luiz Moan Yabiku Júnior (ex-diretor da montadora), Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos, ANTV e Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), todos por formação de cartel no setor de transporte de veículos novos. Nos autos, o MPF afirma que o custo do frete, embutido no valor final repassado aos consumidores, é equivalente a 4%. Desse valor, anteriormente eram atribuídos 25% a título de ágio por conta da falta de concorrência. Em 2019, no entanto, Polícia Federal, Gaeco e Cade, ao deflagrarem a Operação Pacto, afirmaram que o ágio pode chegar a 40% do valor cobrado pelo frete. O número de automóveis e comerciais leves utilizado pelo site Livre Concorrência para o cálculo divulgado na tabela é extraído dos dados oficiais apresentados pela Fanabrave.