Advogado de Medioli esconde decisão judicial para continuar caçada a site que defende a livre concorrência

O escritório de advocacia DFA escondeu decisão judicial que favoreceu o prefeito reeleito de Betim (MG) e proprietário do grupo Sada, Vittorio Medioli, manifestamente contra a livre concorrência. A intenção está demonstrada em nova queixa-crime que já impôs mais uma derrota ao político e empresário.

De Minas Gerais

O juiz Gustavo Cheik de Figueiredo Teixeira, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Betim (MG), acatou a manifestação do advogado Carlo Masi, que representa o empresário Sérgio Mário Gabardo, e decidiu declinar da competência, enviando para a comarca de Porto Alegre, mais uma queixa-crime ajuizada por Vittorio Medioli. O escritório de advocacia Décio Freire Advogados apresentou embargos de declaração, descontente com a mais nova decisão que impôs outra derrota ao prefeito e proprietário do grupo Sada. No mesmo despacho, o magistrado também cancelou audiência prevista para o dia 21 deste mês.

A mais recente queixa-crime ajuizada por Medioli, que tenta, mesmo diante das sucessivas derrotas, atribuir ao site Livre Concorrência e ao empresário Sérgio Mário Gabardo, proprietário da Transportes Gabardo, o que chama de “associação criminosa” – inexistente – para denegrir a sua imagem e de suas empresas, traz até mesmo documentos de inquérito policial oriundo da Polícia Civil de Betim (cidade que Medioli administra) já arquivado a pedido do próprio delegado que presidiu a peça investigatória e do Ministério Público, aceito pela Justiça betinense. O escritório que representa o político e empresário acusa o site de publicar “matéria criminosa”, ao citar que Medioli é réu em ação penal, na qual houve a decretação da extinção da punibilidade em agosto de 2021, fato que não foi comunicado pelos defensores do político e empresário, apesar de ter consciência de que a referida ação penal tramita em segredo de Justiça.

Agindo contra os interesses do seu cliente, o escritório DFA, manteve a informação escondida para ser utilizada com má-fé e de maneira desleal numa petição recheada de equívocos e de informações imprecisas, a exemplo da que informa que extinção de punibilidade significa absolvição, o que não espelha a realidade – veja matéria do Jusbrasil, publicada hoje. De posse do documento desde 18 de outubro de 2021, o defensor de Medioli, referindo-se ao editor do site Livre Concorrência, jornalista Ivens Carús, ressalta que “caso agisse como verdadeiro jornalista, o primeiro querelado teria noticiado a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva, que tem rigorosamente os mesmos efeitos da absolvição”, citando frase atribuída ao ministro Luiz Fux. 

Extinção da punibilidade
Mesmo ressaltando que a ação penal que tramita na 5ª Vara Criminal da Comarca de São Bernardo do Campo (SP) continua em segredo de Justiça, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou ao site Livre Concorrência a extinção da punibilidade de Vittorio Medioli, Fernando Luiz Schettino Moreira (Tegma), Luiz Salvador Ferrari (ANTV) e Mário de Mello Galvão (Brazul), além de Aliberto Alves (Sinaceg) e Gilberto dos Santos Portugal (Brazul), ambos por falecimento.

Ainda segundo o TJSP, continuam como réus na ação penal, Mário Sérgio Moreira Franco (Grupo Tegma), Evandro Luiz Coser (Grupo Tegma), Orlando Machado Júnior (Grupo Tegma), Tito Lívio Barroso Filho (Grupo Tegma), Gennaro Oddone (Grupo Tegma), Edson Luiz Pereira (Grupo Sada) e Roberto Carlos Caboclo (Grupo Sada). A ação penal é por formação de cartel no bilionário setor de transporte de veículos novos e formação de quadrilha. Tramita desde 2012.

Nota da Redação:
A equipe de profissionais que atua no site Livre Concorrência esclarece que só tomou conhecimento da informação sobre a prescrição de Vittorio Medioli, quando teve acesso, por meio de uma fonte, da decisão judicial de São Paulo. O segredo de Justiça imposto à ação penal não propiciou o acesso a informação. Ao mesmo tempo, nossa equipe abomina atitudes como a do advogado que representa o político e empresário sobre o fato de ter conhecimento da decisão há quase dois anos e jamais ter encaminhado cópia do documento à nossa redação. Nosso jornalismo sério e ético continua sendo exercido de forma responsável, diferente da atuação desleal do escritório DFA.

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Um comentário sobre "Advogado de Medioli esconde decisão judicial para continuar caçada a site que defende a livre concorrência"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    ENTÃO, AMIGOS. FICOU CLARO QUE OS ADVOGADOS DESSE POLÍTICO E EMPRESÁRIO, AGIRAM DE MÁ FÉ, PARA ENTÃO TENTAREM CONSEGUIR A ABSOLVIÇÃO DO RÉU (VITTÓRIO MEDIOLI), MAS JAMAIS CONSEGUIRAM E NUNCA CONSEGUIRÃO, POIS NÃO EXISTE DEFESA PARA INOCENTAR ESSE RÉU, DEVIDO AOS SEUS COMANDOS AOS CRIMES HEDIONDOS, PRATICADOS EM NOSSA NAÇÃO BRASILEIRA, POR TANTOS ANOS.
    COMO TENHO DITO EM MATÉRIAS ANTERIORES, TODAS AS TRANSPORTADORAS DE VEÍCULOS, QUE FAZEM PARTE DESSA TERRÍVEL FACÇÃO CRIMINOSA, MAIS CONHECIDA COMO O CARTEL DOS CEGONHEIROS, JÁ DEVERIAM TER SEUS RESPECTIVOS ALVARÁS DE FUNCIONAMENTO, DEVIDAMENTE CASSADOS POR ORDENS JUDICIAIS.
    NADA MAIS A COMENTAR!

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