Além do bloqueio de bens, Carvalho acumula outras decisões contrárias e multas impostas pela Justiça desde que passou a defender os interesses do cartel

Em um dos processos, o juiz Sandro Antonio da Silva, da 3ª Vara Cível da comarca de Canoas (RS), aumentou de R$ 1.000 para R$ 15 mil a multa por cada evento em que o réu causar ao empresário Sergio Mario Gabardo “situação vexatória e denigridora da imagem”. A decisão foi tomada após novos ataques do réu terem sido desferidos – mesmo após a proibição imposta pela Justiça.

Do Rio Grande do Sul

Depois de abandonar mais de duas décadas de luta contra a organização criminosa que controla o transporte de veículos novos no país, segundo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Gaeco, o empresário-cegonheiro Afonso Rodrigues de Carvalho (foto de abertura) passou a acumular derrotas na Justiça em processos movidos pelo seu ex-empregador, o empresário Sérgio Gabardo. Além do bloqueio de bens no valor de até R$ 2,1 milhões para pagamento de dívida contraída junto à Transportes Gabardo, Carvalho também vem somando decisões contrárias e multas em ações cíveis ajuizadas pelo mesmo autor.

Após decidir mudar de lado no combate ao cartel dos cegonheiros, Carvalho elevou a Transportes Gabardo como alvo de suas novas críticas. A empresa gaúcha é uma das principais concorrentes de grupos investigados e processados por formação de cartel, organização criminosa abuso de poder econômico, dominação de mercado, eliminação total ou parcial de concorrência e fixação artificial de preços de fretes. Diante dos ataques, os advogados da empresa com sede em Porto Alegre reagiram.

Em 14 de abril de 2021, o juiz Sandro Antonio da Silva, da 3ª Vara Cível da comarca de Canoas (RS) determinou que o réu se abstivesse de proferir comentários ofensivos à reputação de Sergio Gabardo em redes sociais ou em meios de comunicação, e que apagasse as pontagens e comentários já efetivados, sob pena de multa de R$ 1 mil por evento, limitada a R$ 50 mil.

Em 5 de agosto, o magistrado, diante de novos ataques juntados aos autos, aumentou de R$ 1.000 para R$ 15 mil a multa por cada evento em que o réu causar ao empresário Sergio Mario Gabardo “situação vexatória e denegridora da imagem”.

Antes de tentar frear os ataques de Carvalho, a Justiça já decidira enquadrar o filho dele. No dia 31 de março, a juíza Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, do 3ª Juizado Especial Cível de Anápolis, determinou que Richard Deken de Carvalho apagasse mensagens também ofensivas. A ação foi movida por Jairo Gabardo, irmão do empresário Sérgio Gabardo, e gerente de frota da filial da Transportes Gabardo em Anápolis (GO).

Várias entrevistas concedidas por Carvalho em programa de TV transmito pela internet, produzido no interior da Bahia, também foram retiradas do ar pela plataforma YouTube por determinação da Justiça. Em um dos programas, Carvalho chegou a afirmar que para aparecer em outros veículos de comunicação, “só pagando”. O ataque a outros órgãos de imprensa foi empregado para tentar justificar os motivos pelos quais tem procurado espaço num veículo sediado na Bahia.

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Um comentário sobre "Além do bloqueio de bens, Carvalho acumula outras decisões contrárias e multas impostas pela Justiça desde que passou a defender os interesses do cartel"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    Corrigindo meu comentário acima, onde eu disse que o filho do Sr. Sérgio Gabardo (teria sido assassinado em Goiás), na verdade, ele foi morto em Canoas-RS e, esse traíra, era apenas um Carreteiro da Empresa.
    O seu ex-patrão, delegou a ele todas as condições, para comandar a sua filial em outro Estado, o beneficiando em muito, suas atividades profissionais.
    Mesmo assim, após ter sido corrompido, começou a atacar o proprietário dessa Empresa, como se ele fosse seu inimigo.
    Um verdadeiro absurdo. Todo corrupto não merece nenhum respeito mesmo!

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