Altos custos afastam marcas do Salão do Automóvel. Ágio de R$ 1,4 bilhão cobrado por cartel não tem o mesmo efeito

Os altos custos para participar da edição de 2018 do Salão do Automóvel levaram algumas montadoras a desistir de fazer parte do evento. Peugeot, Citroën, Jaguar e Land Rover decidiram ficar fora da exposição que ocorrerá entre 8 e 18 de novembro, em São Paulo. Volvo e Jac Motors, que já se ausentaram em 2017, também ficarão de fora este ano.

Todas as montadoras que anunciaram a desistência parecem não se importar com o custo do frete para transportar os veículos novos até as concessionárias. Apenas as marcas Peugeot e Citroën pagaram ao cartel R$ 143 milhões em 2017. Desse montante, R$ 35,7 milhões referem-se à ágio ou sobrepreço decorrente da falta de livre concorrência no setor. Tudo repassado ao consumidor final.

Matéria do Auto Esporte, do portal G1, informa que a Volkswagen não participará da maior mostra de veículos da Europa – o Salão de Paris. Só em ágio, a montadora alemã pagou mais de R$ 150 milhões ao cartel em 2017, valor igualmente arcado pelos compradores de veículos da marca. Pior, a associação criminosa que controla o setor, bloqueou por 15 dias a planta da fábrica da VW em São Bernardo do Campo, em dezembro do ano passado. O cerco movido por empresários e sindicalistas atrelados ao cartel serviu para fazer a empresa desistir de contratar novas transportadoras, aplicando, pela segunda vez consecutiva, golpe branco no mercado.

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