Anfavea acredita que crescimento na produção da indústria chegue a 6,2% em 2024

Projeção feita pela entidade que congrega as montadoras sobre a produção de veículos é 45,9% inferior ao crescimento de 13,5% no volume de vendas estimado pela Fenabrave.

De São Paulo

A perspectiva para este ano anunciada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que representa as montadoras instaladas no país, indica o possível crescimento na produção da indústria de 6,2% no período de 12 meses que se inicia. O percentual é menos de 50% da projeção de vendas anunciada pela Fenabrave, de 13,5%. Um dado significativo mostrado no balanço da Anfavea se refere a drástica redução nas exportações de veículos, que chegou ao patamar dos  16%, quando confrontado com as importações que tiveram um aumento de 29%, segundo a entidade. Os números foram revelados pelo presidente Márcio de Lima Leite (foto de abertura/Divulgação Anfavea), da Stellantis, no início do mês, em São Paulo.

De acordo com o relato, a Anfavea manteve as projeções em unidades apresentadas na coletiva de imprensa no início de dezembro. Com o fechamento consolidado dos números de 2023, as variações percentuais referentes a 2024 foram ajustadas, para 6,1% de crescimento nos emplacamentos (expectativa de 2,450 milhões de unidades), para 6,2% na produção (2,470 milhões de unidades) e para 0,7% nas exportações (407 mil unidades).

Demonstrando otimismo, o presidente da entidade ressalta:

 “Temos motivos para acreditar num ano positivo para o setor automotivo brasileiro. Além da expectativa de crescimento do mercado interno e da produção, devemos celebrar a publicação da MP 1.205 que instituiu o Programa Mover. Trata-se uma política industrial muito moderna e inteligente, que garante previsibilidade a toda a cadeia automotiva presente no país e a novas empresas que chegarem, e ainda privilegia as novas tecnologias de descarbonização, os investimentos em P&D e favorece a neo industrialização. Os maiores benefícios serão para a sociedade, a atividade econômica e o meio ambiente.”

Balanço de 2023
A Anfavea revelou que a produção de automóveis e comerciais leves cresceu 1,3% no ano passado, em relação a 2022, enquanto as vendas alcançaram um aumento de 11,2%. Em números absolutos, essa produção foi de 2,204 milhões de unidades e só não foi maior – segundo a Anfavea – por conta do “encolhimento de 16% das exportações e do aumento de 29% das importações”. A produção de caminhões e ônibus, de acordo com os dados revelados, caiu 37,5%. O motivo é atribuído aos custos mais elevados das novas tecnologias de controle de emissões, adotadas para atender a etapa P8 do Proconve, válida desde janeiro de 2023.

Somando-se os veículos leves e pesados, a produção totalizou 2,325 milhões de unidades, volume que representou um leve recuo de 1,9% em 2023. Os melhores resultados do setor, ainda segundo a entidade representativa das montadoras, foram obtidos nas vendas ao mercado interno de veículos leves, com 2,180 milhões de unidades, alta de 11,2%. Acrescentando-se caminhões e ônibus, os emplacamentos de veículos automotores chegaram a 2,309 milhões de unidades, 9,7% a mais do que no ano anterior.

Ele destaca:

“A média diária de emplacamentos cresceu de forma consistente ao longo de 2023, fechando com 12,4 mil unidades/dia em dezembro, melhor resultado dos últimos quatro anos.”

Para a entidade, o bom desempenho no último mês foi puxado principalmente pelas locadoras, que compraram 75 mil unidades, 30 mil a mais que a média do ano passado. Outro fator que impulsionou os emplacamentos foram as promoções para vendas de modelos híbridos e elétricos antes da volta do Imposto de Importação, que ocorreu na virada deste ano.

Exportações e importações
O balanço anual das exportações referentes a 2023 divulgado pela Anfavea trouxe um “fato inédito”, segundo a entidade. O México foi o principal destino das exportações brasileiras (32%), posição que historicamente a Argentina jamais havia perdido. Além da maior presença de produtos brasileiros no México (8%), o mercado local cresceu 24,4% no ano. Afora os embarques para o México, que cresceram 51% na comparação com 2022, apenas o Uruguai teve acréscimo de 5%. Com a queda de todos os outros mercados, entre eles alguns importantes, como Argentina (-16%), Chile (-57%) e Colômbia (-53%), as exportações recuaram 16%, totalizando 403,9 mil unidades. Já nas importações, o mercado brasileiro sentiu o acréscimo de 29% no mesmo período. (Com informações da Assessoria de Impensa da Anfavea.)

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