Autoridade antitruste assegura liberdade de ação ao cartel dos cegonheiros com nova prorrogação em inquérito 

Pela 29ª vez consecutiva, o Cade, que tem como uma das missões reprimir práticas cartelizantes, prorroga inquérito que investiga infrações à ordem econômica no bilionário mercado de transporte de veículos novos. A mais nova decisão vai na contramão da Conferência sediada no Brasil, que reúne delegações de 80 países para debater temas relacionados à defesa da concorrência.

De Brasília

Bem distante de defender a concorrência e por extensão os direitos do consumidor brasileiro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nessa quarta-feira (15) prorrogar pela 29ª vez consecutiva inquérito administrativo que investiga prática de infrações à ordem econômica no bilionário setor de transporte de veículos novos em todo o país. O esquema ilícito – que é do conhecimento da autoridade antitruste desde 2016 – além de impedir o ingresso de novos agentes no mercado causa um prejuízo superior a R$ 5 bilhões por ano aos compradores de veículos zero-quilômetro. Apesar de participar de duas operações de busca e apreensão comandadas pela Polícia Federal (Operação Pacto (foto de abertura) e Operação Ciconia) com a participação do Ministério Público de São Paulo (Gaeco-SBC), o Cade mantém por mais 1.740 dias, o cartel dos cegonheiros intocável e livre para atuar.

As robustas provas coletadas por policiais federais, que tiveram o compartilhamento com o Cade e o Gaeco (SBC) autorizado pela Justiça de São Paulo, estão sendo neutralizadas pela Tegma Gestão Logística, uma das representadas no inquérito e um dos alvos da Operação Pacto. A falsa alegação de que a ação penal está suspensa, está sendo acatada pela autarquia que até o momento, não fez, nos autos, pedido de informação oficial à Justiça paulista a fim de comprovar o andamento regular do processo que já possui mais de 110 movimentações, ignoradas pela autoridade antitruste.

Na contramão do efetivo combate aos carteis, passados quase cinco anos da primeira operação, o Cade não adota qualquer medida coercitiva ao esquema ilícito identificado por policiais federais que já indiciaram pelo menos 12 pessoas no âmbito da Operação Pacto. Nove delas tiveram a denúncia do Gaeco aceita pela Justiça de São Bernardo do Campo. Além disso, a PF, Gaeco e o próprio Cade, já deflagraram outra operação, a Ciconia (2023), com buscas e apreensões em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, onde novas provas foram colhidas. Soma-se a isso, o fato de o relatório policial federal ter identificado que o cartel “já se instalou em sete montadoras”, o que igualmente é ignorado pelo Cade. O presidente da autarquia, Alexandre Cordeiro, nega-se a falar com a reportagem do site Livre Concorrência sobre o assunto.

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Um comentário sobre "Autoridade antitruste assegura liberdade de ação ao cartel dos cegonheiros com nova prorrogação em inquérito "

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    NOBRES AMIGOS, QUE SEMPRE ACOMPANHAM AS MATÉRIAS EDITADAS NESSE BRILHANTE PORTAL QUE DEFENDE A LIVRE CONCORRÊNCIA.
    QUE PAÍS É ESSE, ONDE BANDIDOS CONTINUAM FAZENDO DE TUDO PARA DESTRUIR NOSSA NAÇÃO BRASILEIRA, E AGORA O CADE, QUE TERIA A OBRIGAÇÃO DE IMPUGNAR ESSES DESMANDOS, CONTINUA ATUANDO PARA MANTER ESSA TERRÍVEL “FACÇÃO”, QUE JÁ CAUSOU SÉRIOS PREJUÍZOS AOS CONSUMIDORES FINAIS BRASILEIROS QUE JAMAIS FORAM INDENIZADOS PELOS CRIMINOSOS QUE INTEGRAM ESSE CARTEL?
    ATÉ QUANDO A JUSTIÇA VAI SE MANTER CALADA?
    ONDE ESTÃO OS INTEGRANTES DO STF, QUE NÃO ATUAM EM PROL DE SALVAREM O NOSSO BRASIL?
    NOSSAS LEIS CONSTITUCIONAIS DEVERIAM SER TOTALMENTE CUMPRIDAS NA FORMA DAS LEIS, MAS NÃO É ISSO QUE ACONTECE ATUALMENTE!
    POR QUÊ SERÁ QUE O PRESIDENTE DA AUTARQUIA ACIMA CITADO, TERIA SE NEGADO A FALAR COM OS INTEGRANTES DESSE PORTAL JORNALÍSTICO LÍCITO? POR QUÊ SERÁ?
    EIS A QUESTÃO A SER ANALISADA!

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