BMW recua de anúncio sobre fim de contrato após visita de “emissário” do cartel dos cegonheiros à Alemanha

A matriz da montadora alemã, que possui planta na cidade de Araquari (SC), preferiu manter os laços comerciais com o cartel dos cegonheiros, uma organização criminosa que controla com mãos de ferro o setor de transporte de veículos novos no país e causa prejuízo superior a R$ 4 bilhões por ano aos consumidores brasileiros.

De São Paulo

Na última década, essa é a sexta montadora com fábrica no país que adota posição contrária à livre concorrência. Depois da General Motors, Iveco, Volkswagen, Ford e FAC/Fiat-Jeep, agora chegou a vez da BMW assumir os laços com o cartel dos cegonheiros. A matriz na Alemanha, que possui planta na cidade de Araquari (SC), preferiu manter relações comerciais com o sistema cartelizado que controla com mãos de ferro o setor de transporte de veículos novos e causa prejuízo bilionário anualmente aos consumidores brasileiros, por conta da falta de concorrência no setor de transporte de veículos novos.

Neste ano, apesar dos inúmeros procedimentos investigatórios sobre o setor, além de ações penais ajuizadas, a ação do cartel dos cegonheiros voltou a se intensificar e mostrar seus efeitos nocivos à ordem econômica. O fato iniciou em dezembro, quando a BMW, por meio da assessoria de Imprensa, afirmou que a montadora havia anunciado o fim do contrato com o atual operador logístico, a Tegma Gestão Logística, empresa vasculhada por agentes federais durante a Operação Pacto, sob suspeita de participação no cartel dos cegonheiros. Como desdobramento da farta documentação apreendida, o Ministério Público de São Paulo (Gaeco) ajuizou ação penal contra nove dos 12 indiciados pela Polícia Federal. Três deles, da Tegma.

Apesar do anúncio, que gerou insatisfação dos empresários-cegonheiros agregados à Tegma e represália, paralisando o transporte dos veículos da marca, a BMW voltou atrás e decidiu pela manutenção do sistema cartelizante. O motivo seria uma denúncia feita contra a futura transportadora, a Transportes Gabardo, levada por Afonso Rodrigues de Carvalho, que atravessou o oceano Atlântico e encontrou-se – segundo divulgado no aplicativo WhatsApp – com a diretoria da montadora em Munique, na Alemanha. BMW decidiu excluir a transportadora gaúcha por causa das denúncias, preferindo manter a Tegma, que tem executivos denunciados e outros que respondem por  acusação de formação de cartel e de quadrilha em ação penal ajuizada em São Bernardo do Campo.

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Um comentário sobre "BMW recua de anúncio sobre fim de contrato após visita de “emissário” do cartel dos cegonheiros à Alemanha"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    AMIGOS. EU JÁ DISSE EM OUTRAS MATÉRIAS, EM MEUS COMENTÁRIOS, ONDE QUASE NINGUÉM SE MANIFESTA!
    ESSE CARTEL DOS CEGONHEIROS, COMANDADO POR UM ITALIANO E TODA SUA CORJA, JÁ DEVERIA TER SIDO EXTINTO DE NOSSA NAÇÃO, HÁ MUITO TEMPO.
    A NOSSA JUSTIÇA É MUITO MOROSA MESMO!
    BASTARIA CANCELAREM OS RESPECTIVOS ALVARÁS DE FUNCIONAMENTO DAS EMPRESAS VINCULADAS A ESSA FACÇÃO CRIMINOSA, POIS SEM TRANSPORTADORAS, ELE TAMBÉM SERIA “CANCELADO”!
    AS MONTADORAS QUE FUNCIONAM COM ELES, NOS ESCOAMENTOS DE SEUS PRODUTOS, SEMPRE TEMERAM, POR TEREM SIDO “QUEIMADOS”, MUITOS DE SEUS VEÍCULOS 0(ZERO) KM, ENTÃO PRODUZIDOS!
    SÓ NÃO VÊ ISSO QUEM REALMENTE NÃO QUER ENXERGAR MESMO!
    “DURA LEX SED LEX”! BASTA SEGUIREM AS NOSSAS LEIS CONSTITUCIONAIS!
    PONTO FINAL PRA ESSES VÂNDALOS!

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