Cade adia conclusão de inquérito que apura conluio entre transportadoras e sindicato

Pela quarta vez consecutiva, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prorrogou por mais 60 dias a conclusão de inquérito administrativo que apura denúncias de conluio entre as transportadoras Brazul, Tegma e Transcar com o Sindicato dos Cegonheiros do Espírito Santo. O procedimento investigativo baseia-se em documentos oferecidos pelo Ministério Público Federal de São Bernardo do Campo-SP.

Segundo denúncia, as transportadoras são acusadas de oferecerem benefícios aos carreteiros associados à entidade sindical, responsável pela deflagração de greves ilegais e atividades violentas contra outra empresa concorrente, a Transilva, com sede no Espírito Santo.

A denúncia endereçada ao Cade foi formulada pelo advogado Giorgio de Castro Murad, em 24 de setembro de 2014, mas nunca chegou a ser protocolada. De acordo com o próprio advogado que assinou o documento, houve uma espécie de acordo entre as partes, o que acabou impedindo que a denúncia fosse adiante.

Empresa do grupo Sada é favorecida
Nesse mesmo inquérito, o Cade negou acesso ao chamado aparato restrito ao editor do site Anticartel, na época, e ao Sindicato dos Cegonheiros de Goiás (Sintrave-GO). Estranhamente concedeu acesso aos advogados da Brazul, numa clara demonstração de favorecimento à empresa do grupo Sada. O procedimento está em andamento no Cade desde 16 de fevereiro do ano passado. E caminha a passos de tartaruga.

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