Cade deve decidir até amanhã destino do inquérito que investiga o cartel dos cegonheiros

O inquérito administrativo que investiga prática de infrações à ordem econômica que atinge o bilionário setor de transporte de veículos novos pode ganhar proporções gigantescas a partir da decisão da autoridade antitruste. Há possibilidade de ser instaurado processo administrativo, ocorrer nova prorrogação ou a hipótese mais remota, por conta das robustas provas apreendidas, ou arquivamento.

De Brasília

Está nas mãos da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) o destino do inquérito administrativo que investiga a prática de infrações à ordem econômica no bilionário setor de transporte de veículos novos em todo o país. O esquema ilícito causa prejuízo de R$ 5 bilhões por ano aos consumidores, além de impedir a livre concorrência no setor. No caso de a autoridade antitruste decidir por nova prorrogação (60 dias), esta será a 28ª vez que a medida é adotada. Duas diligências criminais de busca e apreensão já foram realizadas pela Polícia Federal e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Bernardo do Campo (SP), com a participação de técnicos do Cade. No âmbito da operação Pacto, os federais conseguiram reunir mais de seis milhões de arquivos na devassa feita nas sedes das transportadoras Sada, Brazul, Autoservice (controladas pelo grupo Sada), Tegma Gestão Logística e Transcar, na Bahia, além do escritório do Sindicato dos Cegonheiros do Espírito Santo (Sintraveic-ES), em 2019.

Diligências criminais na residência de Daniela Medioli, vice-presidente do grupo Sada (filha do prefeito de Betim-MG, Vittorio Medioli e proprietário do conglomerado de empresas), na sede do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), na residência do presidente da entidade patronal, José Ronaldo Marques da silva, o Boizinho, e de Cláudio Henrique Gonçalves de Castro (executivo da Tegma no Mato Grosso) levaram policiais federais a recolher novas provas sobre a atuação do esquema ilícito no âmbito da operação Ciconia. A exemplo do que ocorreu com a operação Pacto, o material também teve compartilhamento autorizado pela Justiça de São Bernardo do Campo. Sobre Daniela, as investigações estão suspensas por conta de liminar em habeas corpus concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o inquérito continua em andamento, quanto as demais fatos e investigados pela PF e Gaeco.

O inquérito administrativo que investiga o bilionário setor de transporte de veículos novos foi instaurado pelo Cade em 2016 e vem recebendo sucessivas prorrogações. A explicação da autoridade antitruste é a necessidade de analisar toda a documentação apreendida pela Polícia Federal no âmbito da operação Pacto, que surgiu após acordo de leniência firmado pela Transilva Logística, que tem sede em Vitória (ES). Dois anos após iniciada a investigação, a autoridade antitruste notificou quase a totalidade das montadoras com plantas no país, a fim de identificar a forma de contratação dos serviços de escoamento da produção.

Há, segundo advogados consultados pela reportagem, possibilidades de ser instaurado processo administrativo, principalmente pelo “vasto material comprobatório apreendido nas diligências criminais, somado ao que foi levado aos autos pela empresa que firmou acordo de leniência”.

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Um comentário sobre "Cade deve decidir até amanhã destino do inquérito que investiga o cartel dos cegonheiros"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    POIS É, MEUS CAROS AMIGOS QUE SEMPRE ACOMPANHAM ESSAS BRILHANTES MATÉRIAS EDITADAS NESSE PORTAL, O GRANDE APOIADOR DA LEI CONSTITUCIONAL, DENOMINADA COMO “LIVRE CONCORRÊNCIA”!
    COMO PODEM ESTAR ATUANDO HÁ TANTOS ANOS, CAUSANDO TANTOS PREJUÍZOS A NOSSA NAÇÃO, ATÉ OS DIAS DE HOJE ?
    TENHO DITO E CONTINUO SENDO REPETITIVO: NÃO É POSSÍVEL QUE EM NOSSO PAÍS EXISTAM “CARTÉIS”, NÃO É MESMO ? ESSAS PRÁTICAS SÃO CRIMINOSAS E TODAS AS TRANSPORTADORAS QUE INTEGRAM ESSES CRIMES, JÁ DEVERIAM TER SEUS RESPECTIVOS “ALVARÁS DE FUNCIONAMENTO”, CANCELADOS POR ORDENS JUDICIAIS.
    COMO PODE ESSE SINDICATO, DENOMINADO COMO “SINACEG”, SE INTITULAR COMO “NACIONAL”, SE DECLARANDO COMO INCONSTITUCIONAL, HÁ TANTOS ANOS ?
    CONVÉM TAMBÉM DIZER, QUE O PRESIDENTE ATUAL DESSE SINDICATO, NEM DEVE POSSUIR TRANSPORTADORAS DE VEÍCULOS SOB SEU COMANDO, JÁ QUE UM ESTRANGEIRO, DE NACIONALIDADE ITALIANA, É O “TODO PODEROSO”, QUE OPTOU POR FICAR “ATRÁS DAS MOITAS”, COLOCANDO SUA FILHA COMO VICE-PRESIDENTE DO GRUPO “SADA”, PARA QUE NÃO SEJA IMPEACHMADO DE SUAS FUNÇÕES POLÍTICAS. UM VERDADEIRO ABSURDO ISSO MESMO!
    ESSA FACÇÃO TERRIVELMENTE CRIMINOSA, DENOMINADA COMO O “CARTEL DOS CEGONHEIROS”, TEM QUE SER PUNIDA, NA FORMA DAS LEIS, IMEDIATAMENTE.
    SÓ NO BRASIL MESMO, QUE ALÉM DESSAS TRANSPORTADORAS DO ITALIANO, AINDA EXISTE A “TEGMA GESTÃO LOGÍSTICA”, QUE NEM BRASILEIRA É TAMBÉM, POIS É ALEMÃ, NÃO É MESMO!
    SRS. ANALISTAS E JUÍZES DESSAS CAUSAS, CUMPRAM COM RIGOR AS NOSSAS LEIS CONSTITUCIONAIS E SALVEM NOSSA NAÇÃO BRASILEIRA, POIS OS PREJUÍZOS CAUSADOS, PRINCIPALMENTE AOS CONSUMIDORES FINAIS, COMO JÁ CITADOS EM MATÉRIAS ANTERIORES, SÃO INCONSTITUCIONAIS E JAMAIS SERÃO RESSARCIDOS AOS MESMOS. ALÉM DOS PREJUÍZOS CAUSADOS ÀS TRANSPORTADORAS DE VEÍCULOS BRASILEIRAS QUE SEMPRE FORAM PROIBIDAS DE TRABALHAR COM O ESCOAMENTO DOS VEÍCULOS NOVOS DAS MONTADORAS AQUI EXISTENTES!
    DURA LEX, SED LEX!
    PARABÉNS PARA OS EDITORES DESSAS MATÉRIAS BRILHANTES, POIS ESSAS INFORMAÇÕES SÓ SÃO PUBLICADAS NESSE MAGNÍFICO PORTAL JORNALÍSTICO!

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