Cade nega proposta da Nestlé e fusão com a Garoto segue sem solução

Impasse já dura 21 anos. A primeira decisão do órgão antitruste contra a aquisição da maior fábrica de chocolates do Brasil pela marca suíça ocorreu em 2004, dois anos depois do negócio fechado.

De Brasília

Após reabertura do caso da compra da Garoto pela Nestlé no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o órgão antitruste voltou a rejeitar proposta apresentada há pouco mais de um mês pela empresa suíça que em 2002 adquiriu a maior fabrica de chocolate do Brasil. A informação é de Carolina Brígido, do UOL.

Como não há prazo para formalização de novo acordo, o impasse que já dura 21 anos segue sem solução.

Entenda o caso
Dois anos depois do negócio fechado, o Cade, em 2004, vetou a fusão. Com a incorporação, a marca estrangeira elevou sua participação no mercado nacional de 34% para 58%. A Nestlé recorreu à Justiça e, um ano depois, conseguiu suspender a resolução. Em 2009, a decisão favorável à fábrica de chocolate foi anulada. Na ocasião também ficou determinado que a autarquia analisasse novamente o ato de concentração.

A batalha jurídica avançou. Em 2018, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) confirmou que o Cade precisaria reabrir o processo. Em 2021, Alexandre Barreto de Souza, então presidente do órgão, determinou a abertura do caso, com nova instrução.

Imagem de David Greenwood-Haigh / Pixabay.

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