Cade prorroga inquérito administrativo contra cartel dos cegonheiros pela 22ª vez

Adiamento das conclusões do procedimento aberto pelo órgão antitruste deve-se ao vasto material apreendido por policiais federais durante a Operação Pacto, em outubro de 2019. Com as mesmas provas, a Polícia Federal já indiciou 12 envolvidos nos supostos crimes praticados pela organização criminosa que controla mais de 90% do transporte de veículos novos no país. O Ministério Público de São Paulo, por meio do núcleo do Gaeco de São Bernardo do Campo, denunciou nove por formação de cartel e organização criminosa, dos quais quatro pertencem aos grupos Sada e Tegma.

De Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prorrogou nessa quinta feira (30), por mais 60 dias, o inquérito administrativo que apura supostas infrações à ordem econômica cometidas por transportadoras, sindicatos e pessoas físicas vinculadas ao chamado cartel dos cegonheiros. Esta foi a 22ª vez que o órgão antitruste estendeu o prazo estipulado para concluir o procedimento após a deflagração da Operação Pacto, ocorrida em outubro de 2019.

A justificativa é a mesma das notas técnicas anteriores: necessidade de prorrogação tendo em vista o vasto material apreendido por policiais federais durante a Operação Pacto.

Na ocasião da deflagração da Operação Pacto, buscas e apreensões atingiram o sistema nervoso central do cartel dos cegonheiros. Sedes das transportadoras Tegma Gestão Logística, Brazul Transporte de Veículos, Autoservice Logística e Sada Transportes e Armazenagem – essas três últimas de propriedade do político e empresário Vittorio Medioli – foram vasculhadas pela Polícia Federal. A Transcar, na Bahia, o Sindicato dos Cegonheiros do Espírito Santo (Sintraveic-ES) e residências de possíveis envolvidos também se constituíram em alvos de mandados expedidos pela Justiça.

A partir das provas reunidas no âmbito da Operação Pacto, a Polícia Federal indiciou 12 envolvidos nos supostos crimes praticados pelo cartel. O Ministério Público de São Paulo, por meio do núcleo do Gaeco de São Bernardo do Campo, denunciou nove por formação de cartel e organização criminosa, dos quais quatro pertencem aos grupos Sada e Tegma.

Os réus (lista abaixo) pertencem a três transportadoras e a um sindicato patronal com base no Espírito Santo:

– Alexandre Santos e Silva (Autoservice/Brazul – grupo Sada)
– Elizio Rodrigues da Silva (Tegma)
– Marcos Pironatto (Tegma)
– Sineas Rodrigues Lial (Tegma)
– Antônio Cezar Chaves de Almeida (Transcar)
– Pedro Júnior Souza (Transcar)
– Márcio Laurette Bruno (Transcar)
– Paulo César da Silva Brum (Transcar)
– Waldelio de Carvalho dos Santos (Sintraveic-ES)

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Um comentário sobre "Cade prorroga inquérito administrativo contra cartel dos cegonheiros pela 22ª vez"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    BASTA CUMPRIREM AS NOSSAS LEIS CONSTITUCIONAIS E, ASSIM SENDO, FINALIZEM DEFINITIVAMENTE ESSAS APURAÇÕES, JÁ COMPROVADAS E, EXTERMINEM ESSA FACÇÃO CRIMINOSA, QUE JÁ CAUSAOU SÉRIOS PREJUÍZOS A NOSSA NAÇÃO, POR TANTOS ANOS!
    NÃO EXISTEM BRECHAS PARA PRORROGAÇÕES DESSAS AÇÕES!
    TODOS OS CARTÉIS EXISTENTES NO NOSSO BRASIL DEVEM SER PUNIDOS COM “MÃOS DE FERRO”!
    FIM DA LINHA PARA TODO OS RÉUS ACIMA CITADOS!
    SALVEM O NOSSO BRASIL!
    É TRISTE SABERMOS, QUE ATÉ O EDITOR CHEFE DESSE MAGNÍFICO PORTAL, TAMBÉM JÁ FOI ATACADO, POR TANTOS ANOS, PELO LÍDER DESSE CARTEL DOS CEGONHEIROS, QUE NEM BRASILEIRO É, E AINDA MAIS EM SABERMOS QUE ELE POSSUI CARGO POLÍTICO EM NOSSA NAÇÃO!
    UM VERDADEIRO ABSURDO!
    SÓ NO BRASIL MESMO, NÃO É MESMO ?
    ATÉ QUANDO ISSO VAI EXISTIR ???

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