Chantagem da GM para esconder os verdadeiros responsáveis por prejuízos milionários da marca recairá sobre funcionários, consumidores e contribuintes

A hedionda chantagem da General Motors do Brasil para esconder a origem dos vultosos prejuízos aqui no país deve ser combatida com energia pelo Estado brasileiro. O presidente da General Motors Mercosul, o executivo Carlos Zarlenga, em tom intimidatório, diz ser preciso envolver governo e trabalhadores para salvar a montadora e mantê-la operando. Após a GM tornar pública a ameaça de fechar plantas instaladas no país, foi deflagrada uma espécie de mobilização nacional em apoio a uma das maiores sugadoras de recursos da sociedade brasileira. É isso mesmo. A GM é apenas uma delas. A expressiva maioria das montadoras de veículos instaladas no Brasil achaca vergonhosamente os cofres públicos federal, estaduais e municipais por meio dos incentivos fiscais que deveriam ser extintos definitivamente.

Como muitas outras, a General Motors do Brasil mantém um vínculo assustador e inexplicável com a organização criminosa (segundo a Polícia Federal) que comanda o setor de transporte de veículos, o chamado mercado dos cegonheiros. Para escoar a produção, paga valores até 25% mais caros do que se houvesse livre concorrência. E há anos essa situação é mantida intocada pela GM, mesmo depois de condenada por participação ativa em cartel em ação que tramitou por 14 anos.

Indagação
Por que a montadora prefere sacrificar funcionários, contribuintes e consumidores a mexer na caixa-preta do escoamento da produção? Até hoje essa pergunta permanece sem resposta. Em todas as notícias veiculadas até agora sobre o assunto o retorno é sempre igual: “a GM não quer se pronunciar”.

A cada ano, os compradores de veículos da marca GM arcam com prejuízos que chegam aos R$ 300 milhões, exatamente por conta do sobrepreço cobrado pelo transporte, a cargo de empresas dos grupos Sada e Tegma, integrantes da chamada Associação Nacional das Empresas Transportadoras de Veículos (ANTV), condenada na Justiça Federal por formação de cartel. Junto, foram condenados a GMB, o Sindicato que se diz Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) e Luiz Moan Yabiku Júnior, ex-diretor para assuntos institucionais da montadora norte americana.

Agora, a GMB lança mão de novo achaque aos cofres públicos, em vez de rever prejuízos causados pela contratação de fornecedores que não aceitam submeter-se às regras da livre concorrência. É mais fácil botar a mão no dinheiro fruto de pagamento de impostos. Ninguém parece se importar com a falta de recursos para a saúde, educação, saneamento básico e segurança pública. O que importa é entregar de mão beijada recursos públicos para esconder a incompetência administrativa de uma montadora de automóveis.

Vale lembrar o que a montadora exigiu das autoridades para se instalar no Rio Grande do Sul.

Espera-se que prefeitos, vereadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, nova Presidência da República deem um basta nesse tipo de situação. Chega de sermos assaltados oficialmente por esta e outras tantas montadoras. O poder dessas montadoras precisa ser limitado. O ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, também deverá se manifestar sobre o assunto. Montadora é como outra empresa qualquer. Que peça falência se não tiver competência na administração.

Só no Brasil é que uma entidade como a Anfavea pode ter um condenado por crime contra a ordem econômica (formação de cartel) na presidência por dois longos anos, como foi o caso do ex-diretor da General Motors do Brasil, Luiz Moan Yabiku Júnior. Durante todo o mandato à frente da entidade, esteve condenado pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul, juntamente com o ex-presidente do Sinaceg, Aliberto Alves e o ex-presidente da ANTV, Paulo Roberto Guedes.

Ivens CarúsEditor

ANTV BID da Volkswagen Cade Cartel dos cegonheiros Combate aos cartéis Fiat Ford Formação de cartel Gaeco GM Incêndios criminosos Jeep Justiça Federal Luiz Moan MPF Operação Pacto Polícia Federal Prejuízo causado pelo cartel Sada Sinaceg Sindicam Sintraveic-PE Sintravers STJ Tegma Tentativa de censura Transporte de veículos Transporte de veículos2 Transporte de veículos novos TRF-4 Vittorio Medioli Volkswagen

Um comentário sobre "Chantagem da GM para esconder os verdadeiros responsáveis por prejuízos milionários da marca recairá sobre funcionários, consumidores e contribuintes"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    Prezados amigos leitores deste Portal. Que coisa lamentável, não é?
    Como pode uma Montadora, implantar no nosso Brasil, suas normas e exigências infundadas, acarretando tantos prejuízos aos Cofres Públicos, como se fosse a única Empresa existente no universo, para produção de veículos novos? E ainda por cima, subjulgar até mesmo o Governo Federal, ao seu bel prazer de lesar a população brasileira, com cobranças de valores abusivos nas vendas dos seus veículos novos ora produzidos?
    É evidente que as demais Montadoras, para tentarem se igualar, seguiram os mesmos moldes, e também aplicaram os mesmos golpes financeiros, no nosso País!
    Agora, após devidamente condenados por tamanhas extorsões financeiras, tentam punir os Funcionários e Contribuintes, pois os Consumidores, são e sempre foram os que mais sofreram com tantos prejuízos, ao longo de tantos anos!
    De fato, as associações ao Cartel de Transportadores, ANTV e SINACEG (Sindicato desqualificado que se consideram Nacional, de forma inconstitucional), sempre lucraram de forma CORRUPTA, CONTRA OS CONSUMIDORES FINAIS, que pagaram por estes prejuízos.
    Agora, com o novo Governo Federal, esperamos que estes criminosos paguem efetivamente por seus crimes, e devolvam para o BRASIL, todos os montantes que nos roubaram, acrescidos de multas aplicáveis, sem piedade!
    CUMPRAM-SE AS LEIS!!!
    ESTA É A NOSSA ESPERANÇA!!!
    A LIVRECONCORRÊNCIA DEVE SER RESPEITADA!!!

Os comentários estão encerrados