Concorrente informa ao Cade que operação da Supergasbras e Ultragaz é fusão disfarçada

Parecer elaborado pela consultoria Ferres conclui que a operação implicaria efeitos semelhantes ao de uma fusão, apesar de não envolver troca de ações.

De São Paulo

A coluna Pipeline, do jornal Valor Econômico, informa que a Copagaz protocolou nessa quarta-feira (8) manifestação jurídica e parecer econômico contendo relação de motivos contra a operação anunciada por Ultragaz (do grupo Ultra) e Supergasbras. Ambas anunciaram há seis meses um consórcio operacional que a concorrente entende como fusão disfarçada.

Maria Luíza Filgueiras (do Valor) escreveu que o Cade já reprovara em 2018 a aquisição da Liquigás pela Ultragaz. Motivo: o mercado de GLP apresentava-se concentrado. Por causa disso, a distribuidora da Petrobras acabou sendo vendida à Copagaz e à Itaúna.

Recentemente o grupo Ultra apresentou um arranjo que, segundo os envolvidos, não representa transação societária. O objetivo é tão somente compartilhar estruturas operacionais de produção de GLP envasado e a granel.

Contrariada com a parceria das concorrentes, a Copagaz revelou ao Cade que a troca de informação sensível entre as duas companhias (Supergasbras e Ultragaz) aumentaria o incentivo das distribuidoras para uma estratégia coordenada em relação a volumes e abordagens de mercado.

O entendimento da concorrente, baseado em parecer elaborado pela consultoria Ferres, é que a operação implicaria efeitos semelhantes ao de uma fusão, apesar de não envolver troca de ações.

A Ferres avalia que a concentração decorrente de acordo entre Supergasbras e Ultragaz resultaria no controle de 40% do volume de mercado de GLP envasado em oito estados e de GLP a granel em 14 unidades da federação, excedendo 50% em dez deles nessa modalidade: 71,9% na Bahia e 66% no Distrito Federal.

Em nota ao Pipeline, a Ultragaz diz que o consórcio seria um “aprimoramento operacional do modelo atual de operação de congêneres” já usado amplamente neste mercado e que o arranjo “garantirá a absoluta preservação da independência entre as empresas”.

A Ultragaz acrescenta:

“Todas as decisões relevantes sob o ponto de vista concorrencial permanecerão apartadas, assim como todas as demais etapas da atividade de distribuição de GLP continuarão sendo conduzidas de forma independente.

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