Denunciado desvio de R$ 3,2 milhões em Sindicato gaúcho de cegonheiros

A empresa Beto’s Car Transporte de Veículos e Cargas denunciou desvio de R$ 3,2 milhões que teria ocorrido no Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul (Sintravers) entre os anos de 2004 e 2015. A ação movida pela transportadora associada à entidade patronal do RS relaciona oito envolvidos: o Sintravers e mais sete pessoas físicas, integrantes das gestões atual e anterior.

Além do Sintravers – entidade que denunciou a formação de cartel no transporte de veículos novos em 2000 e que posteriormente aliou-se aos esquema que controla o setor – são réus: Jefferson de Souza Casagrande (presidente), José Vanderlei Rauber, Moacir Panizzon, José Carlos Volpato, Rogério Ferrazo, Silvio Miguel Coelho Dutra e João Paulo Borges Marques Ribeiro. Presidente negou irregularidades.

Sem prestação de contas
Na petição inicial, a empresa autora da denúncia alegou que os dirigentes “estavam utilizando recursos da entidade para quitar despesas diversas da finalidade sindical”. Ao término do mandato da antiga gestão, a Beto’s Car chegou a encaminhar notificação extrajudicial, a qual não foi respondida. A empresa também argumentou que “a assembleia geral anual de prestação de contas, que é obrigatória, “não é realizada há anos’.

cheque-100-mil_site

Cópia de cheque no valor de R$ 100 mil descontado no caixa do banco

Por meio de documentos, a autora apontou retiradas que ultrapassam a quantia de R$ 3,2 milhões referentes a despesas “diversas da finalidade da entidade”. O processo revelou que grande parte das entradas financeiras na conta da entidade no Banco Sicredi foram descontadas por meio de cheques a favor de sócio do atual presidente. Empresas de transporte e de recuperação de caminhão sinistrado, além de pessoas físicas, também foram favorecidas.

Ainda de acordo com a ação, foram adquiridas cotas de consórcios sem que os associados tomassem conhecimento. “Há irregularidades nos livros diários entre os anos de 2004 e 2015”, sustentou a empresa associada.

Liminarmente a autora pediu o afastamento de Jefferson de Souza Casagrande, José Vanderlei Rauber, Moacir Panizzon, josé Carlos Colpato e Rogério Ferrazo, todos ocupantes de cargos da atual administração. Também houve a solicitação de suspensão do gozo dos direitos elencados no Estatuto social do Sintravers dos associados Silvio Miguel Coelho Dutra (ex-presidente) e João Paulo Borges Marques Ribeiro, “até a apuração financeira e a convocação dos associados para inscrição dos interessados em formar uma junta governativa para a apuração dos fatos e provas”.

A Justiça negou o pedido de afastamento imediato de dirigentes e indeferiu a concessão de tutela antecipada para nomeação de uma junta governativa para analisar prestações de contas da entidade. Apesar da decisão, todos os envolvidos serão citados.

ANTV BID da Volkswagen Cade Cartel dos cegonheiros Fiat Ford Formação de cartel Gaeco GM Incêndios criminosos Jeep Justiça Federal Luiz Moan MPF Operação Ciconia Operação Pacto Polícia Federal Prejuízo causado pelo cartel Sada Sinaceg Sindicam Sintraveic-PE Sintravers STJ Tegma Tentativa de censura Transporte de veículos Transporte de veículos2 Transporte de veículos novos TRF-4 Vittorio Medioli Volkswagen