Desespero leva organização criminosa a adotar estratégia de denunciados e condenados na Lava-Jato

A estratégia empregada pela organização criminosa que controla o setor de transporte de veículos novos e impede o exercício da livre concorrência agora segue os passos da mesma desenvolvida por denunciados e condenados na Operação Lava-Jato. Tentam, em vão, desqualificar ou desclassificar os denunciantes, os investigadores e até os julgadores.

E, a exemplo dos alvos da maior operação de que se tem notícia no combate à corrupção, o grupo de meliantes contumazes que deseja manter para si o controle absoluto do setor de transporte de veículos novos usa as redes sociais para acusar de falsários pessoas e empresas que não são investigadas, mas que denunciam e querem sim uma livre concorrência leal.

O golpe foi certeiro. Mostramos a verdadeira maracutaia intentada por um grupo mafioso contra a livre concorrência. Reuniram esforços no sentido de transformar uma empresa pré-falida em uma nova oportunidade para o mercado com os mesmos agentes denunciados e condenados por formação de cartel. Apesar de extinta (por determinação da Justiça Federal), a ANTV continua atuante, confirma o Ministério Público Federal.

Ou alguém desconhece que quando uma montadora anuncia contratação de nova transportadora a reação dos meliantes é imediata ao organizar greves ilegais (de patrões)? O temor pela extinção do Sindicam (agora Sinaceg), braço político da organização criminosa, também os aterroriza. A casa está caindo.

Defendemos a livre concorrência. Apoiamos que cegonheiros de Pernambuco possam trabalhar em seu estado natal. É mais do que justo. Denunciamos sim as mutretagens. E esses dois portais (Anticartel e Livre Concorrência) possuem uma enorme diferença em relação ao que foi criado recentemente. E essa diferença é enorme, gritante. Nos veículos onde desempenho minha atividade profissional, possuo identidade. Basta clicar no Expediente ou no Quem Somos e meu nome está lá. Não preciso esconder-me no escudo covarde do anonimato e sequer faço parte de publicações apócrifas, clandestinas.

Quem também defende a liberdade de expressão e faz uso dela deve assinar embaixo, mostrar sua face. Não adoto como estilo de vida a covardia, a exemplo das pessoas e empresas defendidas por um portal apócrifo e clandestino que buscaram por 26 vezes convencer a Justiça (em todas as instâncias), que este jornalista estava a publicar “notícias falsas”. Nessas investidas, não obtiveram êxito uma única vez. Será que a Justiça do RS, SP, MG, RJ e de Brasília são pautadas pelos “nem Anti, nem Livre”? Somos bem diferentes da organização criminosa que está condenada em ações cíveis e criminais. Aos poucos, lentamente, o cartel está ruindo. O cerco está fechando. E vem novidades por aí.

Sonho de R$ 1,5 milhão desfeito
A organização criminosa estava disposta a “investir” R$ 1,5 milhão (dinheiro sujo, em mala) a realizar o seu sonho: mostrar que este jornalista e seu sítio são “patrocinados” por pessoas e empresas que buscam uma fatia no bilionário mercado em que atuam. Sada Transportes e Armazenagens, Brazul Transporte de Veículos e Tegma Gestão Logística (coincidentemente empresas que faziam parte da ANTV) reuniram esforços. Escolheram o então vice-presidente da Sada para fazer a proposta. Em troca, exigiam que este jornalista fizesse a chamada “antecipação de prova”, prestando depoimento fraudulento para incriminar pessoas e empresas honestas. Mas o sonho não se concretizou. Descobriram que no momento da entrega da “mala”, alguém teria de dar explicações às autoridades, possivelmente atrás das grades.

E para concluir, é preciso deixar claro que no “Anti” há banners de três instituições inquestionáveis: da agência de Notícias da Polícia Federal, da Procuradoria Geral da República e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). A pretensão de que possamos pautar o MPF ou enganar a Polícia Federal é outro sonho delirante dessa organização criminosa.

Os banners institucionais foram “autorizados”. Pelo menos até agora não houve denúncia de que estes teriam sido comprados por R$ 10 ou R$ 20 milhões. Será mesmo que o MPF seria pautado por um jornalista? Será mesmo que a Polícia Federal está sendo enganada por um jornalista ao longo dos últimos 12 anos? Ou será que essas instituições autorizaram a publicação de banners mesmo sabendo que o sítio publica falsas matérias?

Ivens Carús – Editor

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