Entrevista – O mercado livre de energia é garantia para desenvolvimento sustentável com preços acessíveis

Muito se fala dos benefícios da migração para o mercado livre de energia, mas as vantagens parecem se perder na avalanche de informações sobre o assunto. Para jogar um pouco mais de luz sobre o assunto, com o perdão da expressão óbvia, a reportagem do site Livre Concorrência entrevistou Cláudio Ribeiro (foto de abertura/divulgação), CEO da 2W Ecobank. Com a conversa, ficou claro a falta de acesso às informações por parte dos consumidores. Economizar na conta de luz é apenas um dos proveitos que se obtêm com a a migração para o mercado livre de energia. Além de energia limpa e renovável, a opção garante uma plataforma de negócios na qual é possível contar com serviços financeiros ligados à sustentabilidade e produtos que ajudam na redução de emissão de carbono de empresas. A 2W Ecobank já atua há mais de 15 anos nesse mercado.

Cláudio Ribeiro (2W Ecobank) – Os benefícios da migração para o mercado livre de energia incluem maior controle sobre os custos de energia, acesso a preços mais competitivos, possibilidade de escolher fornecedores com base em critérios de sustentabilidade, além de maior flexibilidade na gestão do consumo e na negociação de contratos. Esses benefícios podem levar a uma redução significativa dos custos energéticos e a uma operação mais sustentável.

Cláudio Ribeiro – A migração para o mercado livre de energia é um processo que envolve algumas etapas, incluindo a análise do perfil de consumo do consumidor, identificação da quantidade de tipo de energia necessária, e, finalmente, a desvinculação da distribuidora atual. O processo também requer ajustes técnicos e administrativos, como a instalação de medidores e a atualização de sistemas de gestão de energia.

Cláudio Ribeiro – O tempo médio para concretização da migração pode variar de acordo com a complexidade de cada caso, mas geralmente leva de seis a nove meses. Esse tempo é necessário para realizar todas as notificações, análises e adaptações técnicas necessárias.

Cláudio Ribeiro – Os consumidores do Grupo A são aqueles conectados à rede elétrica em alta ou média tensão. Quando nos referimos à alta tensão, estamos nos referindo às torres de transmissão, o que geralmente incluem grandes indústrias Já a média tensão se refere aos cabos elétricos da parte de cima dos postes de rua. Aqui se enquadram pequenas indústrias, comércios, hospitais, universidades ou mesmo shopping centers e edifícios comerciais.

Cláudio Ribeiro – O primeiro passo para consumidores do Grupo A interessados em migrar para o mercado livre de energia é entrar em contato com uma empresa séria e que, preferencialmente, gere sua própria energia. Em seguida esta empresa irá realizar um diagnóstico detalhado, envolvendo a análise do perfil de consumo, contratos atuais e potenciais economias. Com base nesse levantamento, a empresa terá acesso a uma proposta de migração para o mercado livre através de uma proposta com um preço ela energia ou então desconto garantido. A 2W foi a primeira empresa a oferecer o modelo de contratação com desconto garantido e tem inovado em trazer cada vez mais soluções agregadas à migração para o mercado livre de energia, sempre procurando simplificar o processo e trazer mais benefícios.

Cláudio Ribeiro – O ideal é procurar por uma comercializadora de energia, como a 2W Ecobank, habilitada pela CCEE a fazer esse tipo de transação. Com essa intermediação, o consumidor não precisa se preocupar com o processo e, dependendo da comercializadora, não fazer nenhum investimento e nem providenciar nenhuma documentação especial, pois o contrato é feito direto com a comercializadora, que cuida dos trâmites da migração e da contratação de energia.

Cláudio Ribeiro – Após a completa integração do Grupo A, espera-se que a abertura do mercado livre de energia seja gradualmente estendida aos consumidores de baixa tensão, o Grupo B. Isso incluiria micro e pequenas empresas e consumidores residenciais, ampliando ainda mais os benefícios do mercado livre para um espectro mais amplo da sociedade.

Cláudio Ribeiro – A expansão para novos consumidores depende de ajustes regulatórios e de infraestrutura, incluindo a aprovação de legislações pendentes, o aprimoramento da rede de distribuição para suportar a dinâmica do mercado livre e a ampliação da capacidade de medição e controle. Além disso, é necessário aumentar a conscientização e a educação sobre os benefícios e funcionamento do mercado livre entre potenciais novos participantes.

Cláudio Ribeiro – Antes de tudo, falta acesso à informação. Antes de 2024, já havia cerca de 70 mil empresas habilitadas à migração que optaram por se manter no mercado cativo. O Brasil ainda é imaturo perto de outros mercados, e ainda é preciso fazer um trabalho de conscientização para gerar confiança no consumidor.

Cláudio Ribeiro – É fundamental que o processo de modernização do setor elétrico brasileiro seja acompanhado de uma estratégia clara de sustentabilidade e inclusão. A transição para o mercado livre deve ser vista como uma oportunidade para promover a adoção de energias renováveis, incentivar a eficiência energética e contribuir para os objetivos de desenvolvimento sustentável do país. Além disso, é crucial garantir que a abertura do mercado beneficie a todos os consumidores de forma justa e equitativa, evitando a criação de desigualdades no acesso a energia de qualidade e a preços acessíveis.

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