Executivo confirma que Bonança já está transportando veículos produzidos pela GM

O diretor comercial da Bonança Logística, Paulo José Palhares, confirmou que a empresa de São Caetano do Sul (SP) já está transportando veículos novos produzidos pela General Motors do Brasil. Em resposta, encaminhada por e-mail à redação do site Livre Concorrência, o executivo atribuiu a conquista, após a empresa passar por momentos difíceis, a contratos de trabalho firmados recentemente. Por motivos comerciais, preferiu não dar mais detalhes sobre o assunto.

“Passamos por tempos difíceis na economia do país, mas com o empenho e estratégias comerciais e financeiras estamos conseguindo sanar nossos compromissos com recursos totalmente lícitos.”

No início do mês, o site Livre Concorrência publicou matéria sobre transferência de cargas da GM, sob responsabilidade da Júlio Simões Logística (JSL), à Bonança. O negócio agitou o mercado de cegonheiros do Rio Grande do Sul e São Paulo. Boatos dão conta de que a oferta de vagas estava sendo articulada por diretores do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg, ex-Sindicam), ao custo de R$ 50 mil. Palhares negou a venda dos serviços e o relacionamento ilegal com o Sinaceg:

“Não é de nosso conhecimento (a venda de vagas), pois não temos nenhum tipo de relação com isso e não aprovamos ou incentivamos essa prática. Nosso serviço está aberto a todos que se enquadrem no nível de qualidade que esperamos.”

Sobre o vínculo com o Sinaceg, respondeu:

“Nossa relação com quaisquer entidades sindicais é somente institucional.”

Meses atrás, o presidente do Sindicato dos Cegonheiros do Rio Grande do Sul (Sintravers), Jefferson Casagrande, revelou que a Bonança liquidara dívidas da ordem de R$ 2,7 milhões. Bolinha, como é conhecido o sindicalista gaúcho, vem mostrando-se um defensor e entusiasta do crescimento da Bonança. A respeito da recuperação fiscal e financeira, Palhares foi incisivo:

“Aconselho procurar a pessoa citada para maior esclarecimento, pois o mesmo não faz parte do nosso quadro de prestadores de serviço e não responde pela empresa.”

A mesma resposta foi dada quando questionado sobre a venda de vagas e o sumiço de R$ 100 mil, conforme áudios vazados e disparados nas redes sociais.

A General Motors do Brasil não quis se manifestar a respeito dos carregamentos por parte da Bonança. A Júlio Simões, também não.

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