Falta de provas e ausência de testemunhas contribuíram para condenação de ex-líder sindical

Desde que se aliou ao cartel dos cegonheiros, Afonso Rodrigues de Carvalho deflagrou uma campanha no Brasil e no exterior para supostamente assassinar a reputação do empresário Sérgio Mário Gabardo e da empresa Transportes Gabardo. Juiz do Rio Grande do Sul elencou algumas acusações sustentadas por Carvalho e as classificou como inaceitáveis e insustentáveis. Os ataques, segundo o magistrado, carecem de provas que possam atestar a ocorrência dos fatos.

Do Rio Grande do Sul

Na ação em que Afonso Rodrigues de Carvalho foi condenado por danos morais por causa de ataques desferidos contra o empresário Sérgio Mário Gabardo em grupos de aplicativos de mensagens e em programas de TV (foto de abertura, vestindo camiseta azul), o juiz Sandro Antônio da Silva reuniu as principais acusações dirigidas ao dono da Transportes Gabardo e desqualificou uma a uma, por falta de provas. A lista de acusações imputadas ao empresário gaúcho por Carvalho é grande, dos quais se destacam atentados, disparo de arma de fogo, compra de depoimentos para prejudicar concorrentes e queima de caminhões da própria Gabardo. Seguem abaixo as acusações de Carvalho, em azul, e as conclusões do juiz, em vermelho.      

1 – Sérgio Mário Gabardo pagou R$ 300 mil a “Ana Aquino para ela fazer um depoimento mentiroso contra Vitorio Medioli”.

Conclusões do juiz:

“Ainda que no depoimento judicial, a informante Ana Cristian tenha dito que fez declarações desabonatórias ao referido empresário (Medioli), não há provas robustas de que tal quantia foi alcançada com a finalidade de que a mesma fizesse um depoimento mentiroso contra Vittorio Medioli, tal como constou na mensagem de WhatsApp propagada pelo réu. (…) Objetivamente, fazer um depoimento mentiroso é prestar declarações dolosamente falsas perante alguma autoridade, documento este que não vejo nos autos. Pela contextualização probatória, declarações desabonatórias a Vittorio Medioli o requerido (Carvalho) também fazia no passado.”

O magistrado acrescentou:

“O que restou mais evidenciado foi que o pagamento dos R$ 300.000,00 teve como escopo maior a desistência da ação cível acima comentada, versão que não necessariamente se choca com a de Ana Cristina, no sentido de que precisava do dinheiro para o pagamento de agiotas.”

2 – Pagamento de R$ 700 mil, por Sérgio Mário Gabardo, à pessoa conhecida por “Pernambuco”, que fazia as bombas para queimar os caminhões, a fim de que ele fizesse delação de várias pessoas na Polícia Federal e na Justiça Federal.

Diante da ausência das testemunhas indicadas pelo réu [Afonso Rodrigues de Carvalho], Ricardo Rosseti e José Carlos Rodrigues, conhecido como Pernambuco, e do pedido negado de substituição por declarações já feitas, o juiz declarou:

“Como prova testemunhal propriamente dita (emprestada), é certo que as referidas declarações não podem ser aceitas, eis que prestadas fora deste processo, sem a presença da parte autora, e sem o necessário controle judicial. Aliás, sequer número de inquérito é citado na petição [apresentada pelo réu]. De outra banda, nem foi possível conhecer as afirmadas declarações como documentos complementares, uma vez que não foram degravadas por agente munido de fé pública.”

E acrescentou:

“Mesmo que José Carlos Rodrigues [o Pernambuco] possa ter mudado a sua versão em depoimento policial mais recente, é do juízo da 11ª Vara Criminal de Porto Alegre a competência para decidir se dará credibilidade ou não, inclusive se houve pagamento de valores para que falsamente ocorresse a delação (como concluiu o réu em suas razões finais).”

O magistrado ainda considerou:

“Denota-se do depoimento supra, que José Carlos Rodrigues, realmente, tanto assumiu a autoria de grave delito, como delatou supostos coautores.”

3 – Pagamento de R$ 50 mil a uma “testemunha” para acusar “Evaldo” como o autor do incêndio de um caminhão da empresa do autor, tendo aquele sido preso mediante pagamento de a uma delegada e policiais.

Conclusões do juiz:

“Na instrução deste processo não enxergo provas robustas a respeito deste fato grave.”

4 – Sérgio Mário Gabardo disparou tiros em uma carreta da Transzero, quando se deslocava com o réu [Afonso Rodrigues de Carrvalho] para Vitória/ES.

Conclusões do juiz:

“Na instrução deste processo não enxergo provas robustas a respeito deste fato grave.”

5 – Sérgio Mário Gabardo queria que o réu e um terceiro colocassem fogo em uns caminhões que estavam num posto em Resende:

Conclusões do juiz:

“Mesmo que o tema esteja sub judice, não deveria o aqui requerido veicular mensagens em grupo de WhatsApp, acusando o autor sobre crime que sequer está sendo apurado em ação penal pelo menos recebida.”

6 – Sérgio Mário Gabardo ordenou a contratação de policiais do Rio de Janeiro para incendiar caminhões com carga da própria Gabardo.

Conclusões do juiz:

“O réu [Afonso Rodrigues de Carvalho] alegou que o fato poderia ser apurado mediante a otiva das pessoas envolvidas, especialmente a conhecida como “Zezé” (Sr. Jabour Branch), que foi o gerente da filial da empresa Gabardo Tranportes no Rio de Janeiro e vivenciou todos os eventos. Contudo, não trouxe pessoas para depor em juízo a respeito deste fato. Não há outras provas produzidas sob o crivo do contraditório que possam atestar a ocorrência do fato.”

7 – Sérgio Mário Gabardo pagou para incendiarem diversos caminhões da própria Gabardo, a fim de incriminar a concorrência.

Conclusão do juiz:

“Nos testemunhos das pessoas trazidas a juízo pelo demandado, não vejo declarações que embase, suficientemente, esta acusação, tampouco documentos extraídos de processo judicial que tragam razoáveis indicativos da veracidade da mesma.”

8 – Sérgio Mário Gabardo pagou para colocar fogo no portão da casa do diretor da CatLog, cuja intensão real seria incendiar a casa.

Conclusão do juiz:

“Não há outras provas produzidas sob o crivo do contraditório que possam atestar a ocorrência do fato. As pessoas mencionadas não vieram a este juízo.”

9 – Acusação de que Transportes Gabardo obriga motoristas a consertarem avarias em veículos zero-quilômetro, sem comunicar fábricas ou acionar seguro.

“Nos testemunhos das pessoas trazidas a juízo pelo demandado, não vejo prova suficiente para embasar esta acausação. Não há outras provas produzidas sob o crivo do contraditório que possam atestar a ocorrência deste fato.”

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Um comentário sobre "Falta de provas e ausência de testemunhas contribuíram para condenação de ex-líder sindical"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    É, MEUS CAROS AMIGOS QUE SEMPRE LEEM ESSAS MATÉRIAS BRILHANTES.
    COMO PODE UM INDIVÍDUO, QUE SEMPRE FOI TRATADO PELO SEU EX-PATRÃO (SÉRGIO GABARDO), COMO SE FOSSE UM SEU FILHO, JÁ QUE O QUE POSSUÍA TERIA SIDO ASSASSINADO E, ATÉ HOJE NÃO DESCOBRIRAM O RÉU ASSASSINO. ATACAR O CIDADÃO SR. SÉRGIO, DESSA FORMA.
    FICA EVIDENTE QUE ELE (O MAGAYVER), TERIA SIDO CORROMPIDO PELO GRANDE LÍDER DESSA TERRÍVEL FACÇÃO CRIMINOSA (O CARTEL DOS CEGONHEIROS), QUE NEM BRASILEIRO É, NÃO É MESMO ?
    ELE ALEGOU NÃO POSSUIR CULTURA, MAS CERTAMENTE, NÃO POSSUI CARÁTER MORAL!
    PARABENIZO VEEMENTEMENTE A JUSTIÇA GAÚCHA, POR ESSA DECISÃO JUDICIAL!
    CUMPRAM-SE AS NOSSAS LEIS CONSTITUCIONAIS, IMEDIATAMENTE!

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