Gaeco gaúcho denuncia oito pessoas por lavagem de dinheiro decorrente de formação de cartel no comércio de gás em Rio Grande

Os mesmos integrantes já haviam sido investigados e denunciados por organização criminosa, extorsão e violação do sigilo funcional, no âmbito da primeira fase da Operação Opulência, ocorrida em março de 2022, deflagrada pelo MP/RS.

Do Rio Grande do Sul

Quase dez meses depois de deflagrada a segunda fase da Operação Opulência, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeco/MPRS) denunciou na última quarta-feira, dia 17 de abril, oito integrantes suspeitos de integrarem uma organização criminosa investigada por dominar o comércio ilegal de gás na cidade portuária de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Ao todo, dois apenados e seis pessoas que respondem em liberdade foram responsabilizadas por lavagem de dinheiro. Os mesmos já haviam sido investigados e denunciados por organização criminosa, extorsão e violação do sigilo funcional, no âmbito da primeira fase, ocorrida em março de 2022.

O promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, coordenador do Gaeco Sul, justificou a nova representação:

“Esta denúncia foi possível após uma análise técnica realizada pelo GAECO, principalmente em celulares apreendidos. Vale lembrar que o líder deste esquema do gás, que se encontra no sistema prisional, mantinha ligações de vídeo de forma direta com um ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande, que foi denunciado recentemente por corrupção por permitir o ingresso de drogas e telefones na casa prisional.”

A segunda fase ostensiva da investigação contou com 370 agentes. À época foram aprendidas munições e R$ 254 mil.

Cartel do gás de cozinha
No setor de distribuição de gás, os criminosos estariam intimidando pequenos comerciantes a comprarem o produto da facção com preços acima dos praticados no mercado. Esses consumidores eram obrigados a se sujeitar ao esquema por meio de intimidações envolvendo danos ao patrimônio, sobretudo veículos. Também eram ameaçados de morte.

Na ocasião, a diretora da 7ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, delegada Lígia Furlanetto, explicou como a organização agia:

“Comerciantes são obrigados a estabelecer uma tabela de preços imposta pela organização, hoje desarticulada, colocando preços muito mais altos que em outras cidades.”

O promotor Rogério Caldas acrescentou:

“Muitos dos mandados foram cumpridos em revendas de gás, nas quais identificamos um alinhamento artificial de preços e, pelas provas que a gente tem, participaram do cartelização do preço do gás.”

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