General Motors, Volkswagen, Stellantis e Renault pagam frete 55% mais caro ao cartel do que a chinesa BYD

A revelação foi feita pelo ex-executivo da Sada que explicou como funcionou o dumping oferecido à BYD para tomar as cargas da transportadora anterior. Ele afirma que a contratada Tegma divide o transporte com as concorrentes Sada e Autoport.

De São Paulo

Pelo menos quatro grandes montadoras, General Motors, Volkswagen, Stellantis e Renault pagam às transportadoras dos grupos Sada, Tegma e Autorpot 55% mais caro o frete do que a chinesa BYD, que prepara a inauguração da fábrica em Camaçari (BA) para o último trimestre deste ano. A revelação foi feita com exclusividade ao site Livre Concorrência por um dos ex-executivos da Sada, demitidos após a deflagração da Operação Pacto. Ele também afirma que a Tegma foi a empresa contratada pela futura montadora, após um processo de dumping para a retirada da carga da transportadora anterior, a Transportes Gabardo, que tem sede em Porto Alegre (RS). “Foi ofertado valores entre 30% e 40% inferiores aos pagos anteriormente e houve a distribuição da carga entre a Tegma, a Sada e a Autoport”. A afirmação vai ao encontro do que policiais federais comprovaram após análise dos documentos apreendidos nas diligências criminais de busca e apreensão no âmbito da Operação Pacto. Analistas chegaram à conclusão de que as “empresas investigadas, que deveriam ser concorrentes, operam como se fossem uma só”.

A fonte, que assegura estar comprometida em esclarecer todos os fatos à Polícia Federal e ao Gaeco (São Bernardo do Campo-SP), argumenta que participou da negociação juntamente com Cláudio Henrique Gonçalves de Castro, da Tegma (um dos alvos da Operação Ciconia, mais conhecido como Claudião), apesar de ser funcionário da Sada. “Quem estava prestando serviço para a Byd era a Gabardo. Foi passado à montadora pela Tegma preço 30% a 40% mais baixo que o cobrado pela Gabardo, ou cobrar 60% a 70% do valor do frete da Gabardo. Foi feita esta proposta”, frisa, que foi aceita pela chinesa e o contrato com a empresa gaúcha cessou.

Ele relembra:

“Houve uma briga danada. Quando ganhou, nossos carreteiros não aceitaram muito bem porque o frete era muito barato. O primeiro carregamento que teve na BYD, lá de Vitória (ES) para Campinas, nenhum carreteiro queria assumir por conta do frete muito baixo. Isso até hoje dá problema.”

O ex-executivo argumenta ter conhecimento de quem chegou a dizer a Edson Pereira (então diretor Comercial do grupo Sada), que a operação era considerada “um tiro no pé, porque vocês cobram R$ 100 no mesmo trecho de uns, e cobram R$ 70 ou R$ 60 de outros. Não faz sentido. Normalmente quem tem maior volume ganha mais desconto, e neste caso se está fazendo o contrário”, destaca.

Indagado se procede a informação de que na BYD as empresas que se dizem concorrentes firmaram acordo para dividir a carga nos percentuais de 45% para a Tegma, 45% para a Sada e 10% para a Autoport, o ex-executivo da Sada limitou-se apenas a afirmar: “Isso mesmo”.

O site Livre Concorrência questionou a fonte sobre valores de frete:

LC – Se foi cobrado da Byd entre 30% e 40% a menos do que era pago para a Gabardo, quanto representa o valor cobrado da Byd em relação, por exemplo, ao que é cobrado da GM, VW, Fiat (Stellantis) e Renault?

Ex-executivo – Cerca de 55% mais barato que o frete das montadoras citadas.

Pressão do cartel na Volkswagen
O ex-executivo também fala sobre o mais recente impasse do cartel dos cegonheiros com a Volkswagen do Brasil. Segundo ele, a montadora quer transferir o custo do frete para as locadoras “e o setor é contra”. Citando a Localiza (uma das maiores do país) como exemplo, argumenta que se a locadora assumir o custo do frete, ela pode optar por escolher uma transportadora com valor inferior aos cobrados pela Sada e Tegma, o que não é conveniente para a manutenção do mercado fechado.

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11 comentários sobre "General Motors, Volkswagen, Stellantis e Renault pagam frete 55% mais caro ao cartel do que a chinesa BYD"

  1. LUIZ CARLOS BEZERRA disse:

    POIS É. NOBRES AMIGOS.
    TUDO ISSO ACIMA DESCRITO COMPROVA A EXISTÊNCIA DO “CARTEL DOS CEGONHEIROS” EM TODOS OS TRANSPORTES DE VEÍCULOS 0(ZERO) KM PRODUZIDO EM NOSSO BRASIL, NÃO IMPORTANDO SABER QUE MONTADORAS SERIAM ESSAS, NÃO É MESMO?
    ESSA FACÇÃO CRIMINOSA, MAIS CONHECIDA COMO O “CARTEL DOS CEGONHEIROS”, JÁ DEVERIA TER SIDO PROIBIDA DE ATUAR NO BRASIL HÁ MUITO TEMPO, POIS ELES SÃO SOBERANOS E JÁ ENRIQUECERAM MUITO AO LONGO DE MUITOS ANOS.
    DECRETEM O “FIM DA LINHA”, PARA TODOS QUE FAZEM PARTE DESSA QUADRILHA!
    NADA MAIS A COMENTAR!
    SÓ NOS RESTA É AGUARDAR MESMO!

  2. Daniel disse:

    Provavelmente, são esses mesmos cartéis que devem fazer de tudo pra barrar o transporte por ferrovias, que seria muuuuuito mais barato, mais seguro e menos poluente.

  3. Marcel da Silva disse:

    Entendi nada ! Se sou a Volkswagen, gm, Stefanini ou outra montadora qualquer, vou contratar a empresa que me oferecer o melhor preço, seja em cartel ou não!

  4. Filipe disse:

    Em 2010 trabalhei numa transportadora, e lembro do meu chefe (dono da empresa) comentando que era necessário pagar uma “taxa” para poder entrar na área de transporte de carros zero.

  5. Efraim disse:

    A VERDADE INCOMODA. INFELIZMENTE NO BRASIL OS CARTEIS DOMINAM O SISTEMA EM TODAS AS AREAS. OS EMPREGADOS DESTAS EMPRESAS GANHAM SALÁRIO MÍNIMO E OLHA LA. A DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NÃO ACONTECE NUNCA, POR ISSO ESSES LOBBYS ESTÃO EM TODOS SETORES PRODUTIVOS. SÃO A TRAVA DA NAÇÃO.

  6. Marco disse:

    E no final da linha, QUEM PAGA ESSA CONTA? NÓS, consumidores! Isso é inquestionável, por isso, MP, Gaeco e principalmente o Poder Judiciário: vcs são pagos pela população que consome e paga direta ou indiretamente todos os impostos, então nada mais do que justo: defendam a população, usem as Leis para defender a vítima e não o réu.

  7. R. SERRANO disse:

    Este é a República das Jacas, onde o certo é errado e o errado é corrupto é o certo.
    E assim caminha a mediocridade

  8. Marcelo almeida disse:

    A informação é equivocada, não conheço de transporte de carro, no entanto se acaso estes carros de BYD estiverem aproveitando a passagem de carretas que já estariam indo para o destino, é possível ter um frete mais baixo, e logicamente estas empresas seriam mais competitivas que uma empresa do sul, haja vistas que os carros da BYD hoje saem de Vitória e no futuro sairão da Bahia. Esta reportagem na minha opinião mostra meias verdades.

    1. Xaropinho disse:

      Bom vc estudar um pouco do assunto, cegonha recebe pra ir e voltar, não é por ser uma empresa do sul que seria diferente, e outra, frete retorno não existe.

  9. Bob Souza disse:

    Empresas no Brasil agindo como nossos políticos e muito de nós que tem a cultura do ganhar mais a custas dos bestas, ou aqui alguém acha que as lições públicas são honestas? Só que acredita em papai Noel. Brasileiro sendo brasileiro no paraíso da corrupção CHAMADO BRASIL!🤡💩🤮

  10. Washington disse:

    Byll esse relato que irei fazer aqui é de um ex combatente desse sistema sujo onde não existe nem um escrúpulo para chegar a pode como já citei anteriormente sou um ex combatente que fiz diversos atos terrorista que não me orgulho disso fui excluido desse sistema corrompido por não querer continuar com os atos descriminados acima contra transportes Gabardo na fábrica da chery em Jacareí SP por ter sido contra os atos assim praticados contra a marca e a transportadora escolhida pela a mesma nessa ocasião estava em casa quando fui convocado por dirigentes do Sinacg para ir até Jacareí onde estava reunidos diversos carreteiro sendo induzidos a o ataque contra a determinação da montadora chery em Jacareí SP após tentar convencer os mesmo sem sucesso fui excluído do sistema passado algun tempo mesmo os atentados não ter saído como esperado Sinacg fez que as empresas pagassem os atos empostos por eles então fizerão um rateio onde arrecadaram 3 bilhões onde foram contemplado 4 pessoas envolvida nos atentados quando fui cobrar uma dívida antiga que Sinacg tem comigo tive essa foi a resposta que foi me dada aqui foi um desabafo de um dos combatentes grupo Sinacg

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